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Rússia atira mísseis na Ucrânia; Hungria ameaça bloquear sanções da UE

Mísseis e drones russos atingem a Ucrânia; a União Europeia teme bloqueio de sanções pela Hungria

Firefighters work at the site of a Russian missile strike on a residential area in Kyiv.
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  • Rússia lançou dezenas de mísseis e drones contra a Ucrânia, incluindo alvos de energia e logística; a ofensiva ocorreu em plena madrugada, com Zelenskyy afirmando que 297 drones e quase cinquenta mísseis foram usados no domingo.
  • Em Kyiv, uma casa residencial foi destruída e a rede energética ficou comprometida, deixando mais de meio milhão de pessoas sem eletricidade; outras cidades, como Odesa e Kharkiv, também foram atingidas.
  • Houve vítimas: pelo menos uma pessoa morta e cerca de doze feridos, entre eles quatro crianças; rescaldo de danos e resgate de moradores continuaram no local.
  • Hungália e Eslováquia pressionam para suspender sanções da União Europeia a Moscou, com a possibilidade de interromper o fornecimento de petróleo via oleoduto Druzhba se as demandas não forem atendidas.
  • Em Lviv, uma explosão central foi tratada como ataque terrorista, deixando um policial morto e dezenas feridos; autoridades investigam as circunstâncias do ataque.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy informou que a Rússia lançou uma nova ofensiva de drones e mísseis na manhã de domingo, atingindo cidades por todo o país. Ele afirmou que 297 drones e quase 50 mísseis foram usados, com parte sendo interceptada pelas defesas aéreas. Os ataques ocorreram dois dias antes do quarto aniversário da invasão em larga escala.

Os bombardeios atingiram especialmente a infraestrutura de energia, logística e abastecimento de água, segundo o presidente. Kyiv relatou interrupções de energia para mais de meio milhão de pessoas, enquanto cidades como Odesa e Kharkiv registraram repetidos impactos. As condições climáticas, com temperaturas extremas, agravam o impacto sobre a população.

Autoridades ucranianas confirmaram fatalidades e dezenas de feridos, incluindo crianças. Um desabamento destruiu uma casa em Sofiivska Borshchahivka, nos arredores de Kyiv. Equipes de resgate trabalham entre os escombros, com moradores relatando o susto de explosões e danos a imóveis civis.

Na arena internacional, a escalada ocorre enquanto a União Europeia avalia novas sanções. Países vizinhos, como Hungria e Eslováquia, discutem a continuidade de fornecimentos de petróleo russo via oleoduto Druzhba, o que pode influenciar o apoio político a Kyiv. Observadores observam riscos de desabastecimento energético na região.

Budapeste e Bratislava pressionam pela retomada do fluxo de petróleo russo, sob a condição de não prejudicar as suas economias. O governo húngaro condiciona aprovações de decisões europeias à retomada dos envios, enquanto a Eslováquia ameaça interromper fornecimentos de energia caso não haja continuidade.

A expectativa é de que os ministros de Relações Exteriores da UE discutam, em Bruxelas, a 20ª rodada de sanções a Moscou. O objetivo é alinhar a cobrança internacional com a data do aniversário da invasão, mantendo pressão econômica sobre a Rússia.

Locais no oeste da Ucrânia também registraram violência, com uma explosão em uma rua central de Lviv deixando um policial morto e dezenas feridos. A polícia investiga possível atentado, com prisões sendo efetuadas e investigações em curso sobre a origem do ataque.

As autoridades ucranianas repetem que não recuçarão diante das agressões. Zelenskyy destacou que o país continua a manter operações de contraofensiva e que, segundo ele, avanços territoriais recentes mostram capacidade de recuperação, apesar do peso da guerra.

Pelo lado religioso, o Papa pediu a imediata retomada de negociações para a paz durante discurso em Roma, enfatizando a urgência de cessar as hostilidades e promover o diálogo. A mensagem busca mobilizar apoio internacional para diplomacia e alívio humanitário.

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