- Reform UK criaria a UK Deportation Command, agência ao estilo ICE, com capacidade para deter 24 mil migrantes por vez e deportar até 288 mil por ano em cinco voos diários.
- O plano aboliria o indefinite leave to remain (ILR) e o substituiria por um visto de trabalho renovável de cinco anos, com teto salarial alto, potencialmente afetando milhares com status de residentes.
- A proposta deixaria a Convenção Europeia de Direitos Humanos (ECHR) e imporia ao ministro do Interior o dever de remover migrantes ilegais.
- Medidas adicionais incluem proibir a transformação de igrejas em mesquitas, ampliar o stop and search e redefinir o programa Prevent para focar no extremismo islamista.
- O Labour criticou as propostas como divisivas e prejudiciais a famílias estabelecidas, dizendo que atacam quem seguiu as regras.
Reform UK anunciou um conjunto de propostas de segurança e imigração, a serem apresentadas por Zia Yusuf em discurso na segunda-feira. O plano cria uma estrutura similar ao ICE, dedicada à deportação em massa e à revisão de estatutos de residência. O objetivo é alterar a orientação de políticas migratórias do país.
Entre as medidas, está a criação de uma autoridade chamada UK Deportation Command, com capacidade para deter até 24 mil migrantes de uma vez e deportar até 288 mil por ano, em cinco voos diários. O custo e a logística seriam objetos de avaliação pelo governo.
A reforma também prevê o fim do Indefinite Leave to Remain, substituído por um visto de trabalho quinquenal com teto salarial alto. Portadores de ILR seriam abrangidos pela nova regra caso permaneçam no país com base nesse novo regime.
Além disso, a proposta envolve mudanças no programa de prevenção de radicalização Prevent, com foco ampliado em extremismo islâmico, e a proibição da conversão de igrejas em mesquitas. O texto também sugere endurecer regras de busca e apreensão.
Reforma UK sustenta que o país precisa de controles mais firmes para a imigração e para a aplicação da lei. O discurso critica políticas anteriores de governos anteriores, atribuídas à responsabilidade por aumento de migração líquida e por vulnerabilidades no sistema.
Críticas rápidas já chegaram. O Labour classifica as propostas como divisivas, apontando que devem afetar pessoas que já seguiram regras e construíram vidas no país. A liderança trabalhista enfatiza o caráter prejudicial dessas medidas para famílias e comunidades.
Em resposta, o Labour rejeita a ideia de abandonar a Convenção Europeia de Direitos Humanos e destaca que mudanças em ILR já são discutidas, com propostas de ampliar períodos de elegibilidade sob nova ótica. A posição oficial reforça o compromisso com uma sociedade diversa.
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