- Lula afirmou que não cabe a ele opinar sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, dizendo não ser carnavalesco e que a homenagem é à sua mãe, Dona Lindu.
- Ele afirmou que a homenagem foi mais para a mãe do que para ele e que, quando voltar a São Paulo, vai agradecer pessoalmente à escola, embora ela fique em Niterói.
- No desfile, a Acadêmicos de Niterói contou a trajetória de Lula e terminou em último lugar, sendo rebaixada do Grupo Especial; a escola teve apenas duas notas 10.
- Houve pelo menos dez representações no Tribunal Superior Eleitoral, Ministério Público e Tribunal de Contas da União acusando propaganda eleitoral antecipada; o TSE negou liminar para proibir o desfile, mas ministros alertaram sobre punições futuras.
- O PT orientou integrantes a evitar ações que pareçam propaganda eleitoral; o governo negou irregularidades e destacou que o apoio financeiro às escolas é comum; Lula elogiou a apresentação nas redes sociais e a oposição deve apresentar novas medidas judiciais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo que não cabe a ele opinar sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, que teve um enredo em sua homenagem. Ele disse serem apenas palavras de reconhecimento pela homenagem recebida, sem ter participado da criação do samba-enredo ou dos carros alegóricos.
Lula ressaltou que a homenagem pareceu mais dirigida à sua mãe, Dona Lindu, que já faleceu. O presidente disse ainda que pretende agradecer pessoalmente à escola quando retornar a São Paulo, embora a agremiação fique em Niterói, Rio de Janeiro. O desfile ocorreu no domingo e contou a trajetória de Lula desde a infância.
A Acadêmicos de Niterói estreou na área nobre do carnaval carioca e acabou rebaixada ao final da apuração, ficando em último lugar. A escola recebeu apenas duas notas máximas ao longo da apuração. O enredo abordou a vida do presidente desde o Nordeste até a Presidência.
Representações no TSE
O enredo foi alvo de várias ações e representações que pediam impedir o desfile ou suspender repasses de dinheiro público. As acusações diziam que trechos do samba configurariam propaganda eleitoral antecipada. Houve ainda pedidos para barrar a presença de Lula na Marquês de Sapucaí.
O plenário do TSE negou, por unanimidade, a liminar para proibir o desfile, argumentando que censura prévia seria inadequada. Ministros alertaram que condutas na avenida poderiam ser analisadas depois e sujeitas a punições.
O PT orientou seus integrantes a evitar atos que pareçam propaganda. O governo federal negou irregularidades, afirmou não ter participado da escolha do enredo e manteve que o apoio financeiro às escolas é comum. O desfecho ocorreu apenas com a apuração.
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