- Coreia do Sul protestou formalmente contra o evento japonês Takeshima Day, realizado pela prefeitura de Shimane, e a presença de um alto cargo do governo do Japão.
- O Ministério das Relações Exteriores sul-coreano afirmou que Takeshima/Dokdo é território soberano da Coreia e pediu que o Japão acabe com a cerimônia.
- O país pediu ao Japão que reconheça a soberania histórica, geográfica e por lei internacional sobre Dokdo e rejeite as alegações consideradas sem fundamento.
- Um diplomata japonês de alto escalão foi convidado pela Coreia para a delegacia ministerial para apresentar o protesto; não houve comentário imediato do governo japonês.
- A disputa envolve áreas de pesca e possíveis depósitos de gás hidrato, com tensões alimentadas por declarações anteriores de líderes japoneses sobre soberania.
O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul protestou neste domingo contra um evento do governo japonês que comemora um arquipélago disputado entre os dois países. A manifestação ocorreu em meio a tensões sobre a soberania de Takeshima, conhecido como Dokdo na Coreia do Sul.
A GRUÇÃO informou que se manifestou contrariamente ao Takeshima Day promovido pela prefeitura de Shimane e à presença de um alto funcionário do governo japonês no ato. O governo sul-coreano pediu que o Japão cancele a cerimônia.
O Ministério convocou um diplomata japonês de alto escalão para registrar o protesto na sede da pasta, em Seul. A assessoria do Ministério das Relações Exteriores do Japão não comentou no domingo; o Gabinete do Primeiro-Ministro japonês não atendeu ligações.
Seul tem reiteradamente questionado as alegações territoriais do Japão sobre as ilhas, uma disputa que também envolve acesso a pesqueiros e possíveis reservas de gás natural no subsolo. O embaixador sul-coreano em Tóquio não participou do evento.
A ilha é objeto de longa disputa entre Seul e Tóquio desde a era colonial japonesa (1910-1945). O governo sul-coreano sustenta que Dokdo pertence à Coreia do Sul historicamente, geograficamente e sob o direito internacional, e exige que o Japão abandone suas reivindicações.
Contexto internacional e econômico
As ilhas ficam em áreas piscatórias ricas e podem estar associadas a depósitos de gás natural sob o leito marítimo, o que agrega valor estratégico à disputa. A Coreia do Sul afirmou que as alegações japonesas carecem de base e pediu respeito à história.
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