- Mais de 5 milhões de ucranianos vivem como refugiados na Europa, desde a invasão russa de 2022, segundo a ONU.
- Maryna Bondarenko, 51 anos, deixou Kiev com o filho e a mãe e vive na Polônia há quatro anos, trabalhando em uma redação em ucraniano.
- A maioria dos refugiados são mulheres e crianças; Bondarenko quer reencontrar o marido, que serve como operador de drone no front, mas as ataques também a impedem de levar a família de volta.
- Em cidades como Varsóvia e Cracóvia, comunidades ucranianas crescem, gerando tensões com moradores locais que reclamam de benefícios e empregos.
- Em Istambul, duas amigas de Kharkiv viram a vida mudar: uma está casada com um turco e leciona na universidade, a outra trabalha remotamente para clientes ucranianos; a mãe permanece em Kharkiv e a incerteza persiste.
Maryna Bondarenko, jornalista ucraniana de 51 anos, mantém três malas prontas em seu apartamento na Polônia, na expectativa de um retorno à Ucrânia. Enfrentou a fuga com o filho e a mãe após a invasão russa em 24 de fevereiro de 2022.
Ela trabalha em uma redação em ucraniano criada para a comunidade de mais de 1,5 milhão de ucranianos em solo polonês. Ao longo de quatro anos, o sonho do retorno permaneceu presente, mesmo diante de ataques que desafiam o cotidiano.
A Crise de Refugiados
A invasão em larga escala da Ucrânia desencadeou a maior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Organizações apontam mais de 5 milhões de ucranianos dispersos pela região, com grande concentração na Europa Central e Oriental.
Onda feminina e o desejo de voltar
Quase 75% dos refugiados são mulheres e crianças, após a imposição de leis marciais que restringiram a saída de homens em idade de combate. Bondarenko deseja reencontrar o marido, que atua como operador de drone na linha de frente, mas as ondas de ataques aéreos e o inverno rigoroso a mantêm no exterior.
Na Polônia, comunidades ucranianas se formaram em cidades como Varsóvia e Cracóvia, gerando tensões locais sobre acesso a benefícios sociais e empregos. Bondarenko afirma que prefere ficar temporariamente, consciente de mudanças profundas no país de origem.
Olhando para o retorno, governos estimam que cerca de 70% dos ucranianos no exterior possam retornar após o fim do conflito, though pesquisas indicam queda nesse ânimo ao longo do tempo. Muitos jovens já veem o país como distante.
Histórias em Istambul e o cotidiano longe de casa
Iryna Kushnir e Olga Yermolenko, amigas de Kharkiv, encontraram abrigo em Istambul, onde a guerra levou uma parcela menor dos refugiados. Kushnir se casou com um turco e trabalha na Universidade de Istambul, lecionando em ucraniano; Yermolenko atua remotamente para clientes ucranianos.
Kushnir deixo a filha Sofia, de 19 anos, no país para prosseguir os estudos. Já Yermolenko divide o tempo entre a vida turca e a atenção aos familiares em Kharkiv, mantendo contato frequente com a cidade natal. Yermolenko também começou a aprender turco para facilitar a adaptação.
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