- Dois meses após o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas condiciona o apoio à formalização de um acordo político que inclua o fim da reeleição.
- Flávio Bolsonaro sinalizou apoio a fim da reeleição, dizendo que assinaria qualquer proposta nesse sentido.
- O texto relembra a entrada da reeleição na Constituição de 1997 e menciona críticas históricas, incluindo o reconhecimento de FHC em 2020 de que foi um erro permitir o instituto.
- Tarcísio e Flávio devem se encontrar na próxima sexta-feira para tentar transformar o apoio verbal em um acordo formal.
- O cenário político permanece incerto, com potencial impacto da aliança na votação e no favorecimento de Flávio entre parte do eleitorado.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, condiciona seu apoio a Flávio Bolsonaro à formalização de um compromisso político que inclua o fim da reeleição. Flávio, candidato ao Planalto, busca alinhamento com o principal aliados do pai.
A pretensão de Tarcísio ocorre dois meses após o lançamento da candidatura de Flávio. Com o sonho presidencial adiado para 2030, o dirigente paulista vê o acordo como peça-chave para consolidar a aliança.
Flávio Bolsonaro tem demonstrado firmeza nas conversas internas, enquanto o cenário indica que o apoio ainda depende de um documento público que encerre a reeleição. A reunião entre Tarcísio e Flávio está marcada para a próxima sexta-feira.
Contexto político
A reeleição foi introduzida em 1997 na Constituição, em defesa de Fernando Henrique Cardoso. Ao longo dos anos, diferentes interpretações sobre a duração do mandato marcaram o debate. FHC, em 2020, reconheceu que o mecanismo foi um erro histórico e defendeu mandatos de cinco anos sem reeleição.
A perspectiva de mudança é vista como desafiadora, diante de estruturas institucionais e interesses partidários. Alguns próximos passos dependem da formalização de compromissos entre as equipes de campanha. A confirmação de um acordo pode alterar a dinâmica entre apoiadores e adversários.
A avaliação entre analistas aponta que o alinhamento paulista pode influenciar rumos da coligação bolsonarista. Mesmo com apoio de peso, a probabilidade de mudança institucional permanece incerta, exigindo verificação de propostas e prazos.
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