- MPs vão se reunir na próxima terça-feira para discutir possível abertura de inquérito sobre o papel de Andrew Mountbatten-Windsor como enviado comercial do Reino Unido.
- A possível apuração ocorre após a prisão dele, sob suspeita de conduta inadequada no serviço público.
- Andrew teria pedido pessoalmente aos ministros um cargo governamental maior durante o período em que atuou entre 2001 e 2011.
- O cargo era oficialmente chamado de representante especial para comércio e investimento internacional, com atuação entre o Foreign Office e o departamento de negócios.
- Parte do debate envolve se houve conduta que pudesse atravessar a linha da ilegalidade e se houve falhas de supervisão do governo na atuação dele, incluindo ligações com figuras associadas a regimes repressivos e controvérsias envolvendo Epstein.
An influential committee of MPs pode abrir uma investigação sobre o papel de Andrew Mountbatten-Windsor como trade envoy do Reino Unido, mesmo após a sua prisão por suspeita de má conduta no cargo. O inquérito, que deve ser discutido na próxima terça-feira, analisa o cargo exercido de 2001 a 2011.
Durante a década no UK Trade and Investment, o antigo príncipe buscou atuar em um papel mais relevante, conforme relato de um assessor sênior, que afirma que ele pediu repetidamente aos ministros para conseguir um cargo maior. O cargo, descrito como simbólico por alguns, era visto por outros como uma oportunidade de uso de contatos internacionais.
Relatos internos indicam que, embora o status real dele pudesse abrir portas em alguns países, havia amplo ceticismo sobre a utilidade efetiva do cargo. Testemunhas mencionam episódios de descoordenação com o governo e dúvidas sobre quem arcava com as despesas de viagens.
Entre as pessoas que lidaram com o trade envoy na época, havia críticas sobre o comportamento e a autonomia de Andrew, com comentários sobre aura de privilégio e serviço pouco alinhado aos interesses públicos. Ainda assim, alguns participantes reconhecem que a posição podia ter beneficiado pelo aparato da diplomacia.
A possibilidade de ampliar a apuração inclui avaliar se houve atuação que pudesse configurar irregularidades, bem como se houve atuação inadequada que ultrapassasse limites, ainda que não haja consenso sobre a ilegalidade.
O comitê também analisa a participação de Peter Mandelson na promoção do cargo, que hoje enfrenta investigação policial separada por alegações de vazamento de informações sensíveis a Epstein. Documentos sobre a nomeação de Mandelson para Washington oferecem novas linhas de investigação.
A primeira leva de documentos, solicitada por votação na Câmara, pode ser divulgada na próxima semana, à medida que o parlamento retorna do recesso. O foco é esclarecer a relação entre as decisões de governo, negócios e o papel do Reino Unido no exterior.
Entre na conversa da comunidade