- Nikolas Ferreira e Eduardo Bolsonaro voltaram a se enfrentar publicamente neste sábado, aprofundando o racha no PL.
- Eduardo acusou Nikolas e Michelle de terem “amnésia” por não apoiar a pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.
- Nikolas respondeu dizendo que o foco está nas dificuldades envolvendo Jair Bolsonaro, STF e críticas ao governo, e que não perderá tempo com divergências.
- O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso, e Nikolas citou questões de saúde dele ao justificar o momento político.
- Michelle Bolsonaro não se pronunciou até o momento.
O confronto entre os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a ganhar as manchetes neste sábado. O embate público ocorreu após declarações de Eduardo, que acusou o colega de partido de ter amnésia por não estar fortemente engajado na pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. A troca de farpas acontece em meio a tensões internas no campo da direita brasileira.
Eduardo afirmou que Nikolas e a ex-primeira-dama Michelle estariam alinhados com o mesmo objetivo, sugerindo que ambos não demonstram apoio claro a Flávio nas redes sociais. A acusação foi feita durante entrevista ao canal SBT News, ampliando um histórico de divergências entre os dois em 2025 e 2026 sobre a condução de pautas da chamada extrema direita.
Nikolas Ferreira respondeu aos ataques na saída da Papudinha, onde havia visitado o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que, diante de temas complexos, a prioridade tem sido enfrentar o que considera ataques políticos, incluindo a situação de familiares de Bolsonaro e debates sobre medidas legais. O deputado mineiro ressaltou que não pretende dedicar tempo a conflitos internos.
Michelle ainda não se posicionou publicamente sobre as acusações feitas por Eduardo Bolsonaro, segundo informações disponíveis até o momento.
Racha no PL
O embate entre Ferreira e Eduardo evidencia divergências dentro do Partido Liberal (PL) sobre estratégia e alinhamentos para as próximas campanhas. Analistas destacam que disputas públicas podem impactar a imagem do grupo e o equilíbrio entre lideranças regionais e nacionais. Em cenário recente, a liderança do PL tem procurado manter uma linha de atuação mais coesa, mas as acusações mútuas indicam resistência a pactos internos.
Dentro do racha, gestores de campanha avaliam que a polarização pode influenciar apoios e financiamento, além de testar a capacidade do partido de manter unidade em temas relevantes para a base eleitoral. O desenlace das negociações entre as alas internas ainda depende de futuros encontros e posicionamentos formais dos protagonistas envolvidos.
Entre na conversa da comunidade