- Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, substitui a proteção presidencial por guardas venezuelanos, afastando forças de segurança cubanas em meio a pressão dos EUA.
- Cubanos saem da guarda presidencial e da unidade de contrainteligência DGCIM; alguns retornaram a Cuba, outros viajaram para o país.
- O acordo de segurança entre Caracas e Havana, iniciado no fim dos anos 2000, incluía agentes cubanos disseminados pelo Exército e pela DGCIM, crucial para a permanência do governo chavista.
- A decisão ocorre sob pressão dos Estados Unidos, que desde o ataque com captura de Maduro vem buscando romper as relações entre Venezuela e Cuba.
- Ainda há presença de alguns assessores cubanos no país, além de médicos cubanos que continuam atuando na Venezuela; a direção cubana afirma disposição ao diálogo.
Venezuela, Caracas – A Guarda Pessoal do governo interino rompeu com a presença de militares cubanos, conforme quatro fontes, e passou a ser protegida por seguranças venezuelanos. A mudança marca o afastamento gradual das forças cubanas, que vinham atuando desde o fim dos anos 2000.
Segundo apurações, dezenas de agentes cubanos, médicos e assessores de segurança teriam deixado a Venezuela nos últimos dias. Parte das funções vinculadas ao DGCIM (inteligência venezuelana) também passou por reestruturação, com alguns conselheiros cubanos removidos de seus postos.
As informações indicam que Delcy Rodríguez, atual chefe de Estado interina, autorizou a troca de proteção pessoal para profissionais venezuelanos. A origem do movimento não é plenamente esclarecida, com versões conflitantes sobre se houve pressão externa, decisão própria ou convocação de Havana.
Integrantes cubanos teriam retornado a Cuba ou se mantido em território venezuelano em funções reduzidas, com relatos de deslocamentos de médicos e assessores nos últimos dias. A mudança ocorre em meio a tensões entre Washington e Havana e a sanção de Caracas por parte de países ocidentais.
Fontes próximas ao governo venezuelano afirmam que a decisão decorre de pressões dos Estados Unidos, enquanto outras não confirmam se houve expulsão efetiva ou apenas recuo estratégico. Não houve resposta oficial de Caracas ou de Havana aos contatos da imprensa.
Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que a presença cubana ajudou a consolidar o governo chavista no período de maior fragilidade. A atuação incluía assessoria estratégica, infiltração de informações e apoio na gestão de crises de segurança.
Mesmo com a saída de parte dos cubanos, seguem relatos de que alguns assessores permaneceriam no país, mantendo atividades de ensino e consultoria para as forças de segurança, como o UNES. A continuidade indica uma transição gradual, sem ruptura abrupta.
Analistas ressaltam que a situação continua fluida, com possível reconfiguração de relações entre Caracas e Havana. A evolução poderá influenciar a estratégia dos Estados Unidos em relação à Venezuela e ao equilíbrio regional.
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