- Estudantes iniciaram o novo semestre com protestos em várias universidades iranianas, incluindo Teerã, Mashhad e outras cidades.
- Houve confrontos entre manifestantes e grupos pró-governo, segundo agências de notícias estatais e conteúdos nas redes sociais.
- As mobilizações coincidiram com cerimônias de luto de 40 dias para as pessoas mortas durante os protestos anti-governo do mês passado.
- Um vídeo supostamente mostra manifestantes da Sharif University of Technology chamando o Guia Supremo Ayatollah Ali Khamenei de “líder assassino” e pedindo que Reza Pahlavi seja o novo monarca.
- Protagonistas de confrontos, incluindo Basij pró-governo, teriam sido alvo de pedras em uma universidade de engenharia; protestos também foram registrados na Beheshti, Amir Kabir e na universidade de Mashhad, segundo organizações de direitos humanos.
- Em Abdanan, moradores repetiram slogans contra Khamenei após a prisão de uma professora ativista, conforme Hengaw e posts nas redes.
As estudantes iranianas deram início a um novo semestre com protestos em várias universidades, neste sábado. Manifestações ocorreram em Teerã e em outras cidades, com confrontos entre estudantes e grupos pró-governo, segundo agências de notícias locais e conteúdos em redes sociais.
Até o momento, vídeos de protestos mostraram alunos da Sharif University of Technology criticando o Guia Supremo Ali Khamenei, chamando-o de líder assassino, e sugerindo que Reza Pahlavi, exilado filho do shah deposto, assuma o governo. A veracidade dos relatos foi confirmada por fontes locais.
Agências estatais divulgaram imagens de confrontos com milícias Basij, que frequentemente ajudam a conter as mobilizações. Em algumas escolas, houve relatos de agressões a militantes estudantis voluntários por pedradas, ainda segundo relatos oficiais.
Os protestos também atingiram as universidades Beheshti e Amir Kabir, em Teerã, além da Mashhad University, no nordeste, conforme vídeos postados por uma ONG de direitos, a HAALVSH, e reaparecidos nas redes. A veracidade não pôde ser verificada de forma independente pela Reuters.
Em Abdanan, cidade no oeste, manifestantes entoaram palavras contra o Guia Supremo após a prisão de uma professora ativista, conforme a ONG Hengaw e postagens nas redes sociais. O episódio reforça o aumento da tensão durante o início do semestre.
As informações são recebidas pela redação de Dubai, com apuração e atualização contínua. A Reuters destaca que os eventos ocorrem no contexto das mortes associadas às últimas ações de protesto contra o governo iraniano.
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