Em Alta NotíciasFutebolPolíticaEsportesBrasil

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Chagos: obsessão de Trump e dor de cabeça para Starmer

Trump reaviva disputa sobre Chagos, vinculando a devolução a Maurícia à manutenção da base de Diego García, com impacto político no Reino Unido

Miembros de la comunidad chagosiana protestan contra el dominio británico de la isla de Chagos en Londres el 20 de junio de 2025.
0:00
Carregando...
0:00
  • Donald Trump voltou a questionar o acordo de devolução do archipélago de Chagos a Maurício, influenciado pela tensão com o Irã.
  • O acordo previa que Maurício recuperasse a soberania, mas os EUA e o Reino Unido manteriam o controle da base conjunta de Diego García por 99 anos, com aluguel estimado em cerca de 120 milhões de euros por ano.
  • Os custos totais projetados variam entre aproximadamente 4,0 bilhões de euros (ministério da Defesa) e quase 12,0 bilhões de euros (oposição conservadora), conforme as diferentes projeções.
  • O anúncio de apoio de Washington à entrega de Chagos contrasta com críticas de Keir Starmer e de setores dentro do Labour e de aliados, que questionam o acordo.
  • Há protestos de comunidades chagosianas e pressões políticas, com controvérsias sobre o impacto social e ambiental do acordo, além de tensões entre Londres e Washington sobre o tema.

O archipélago de Chagos volta a entrar no foco. Donald Trump questiona novamente o acordo que devolveu Chagos a Mauricio, enquanto a tensão com Irã aumenta a relevância estratégica do território. A polêmica envolve a base militar de Diego García, no sul do arquipélago, mantida por acordos entre Londres e Washington.

O acordo de 2024 previa que Mauricio retomasse a soberania sobre as ilhas, com os EUA e o Reino Unido assegurando o uso conjunto da base de Diego García por até 99 anos. O custo estimado do arrendamento fica em torno de 120 milhões de euros por ano, com variações conforme o tempo e a inflação. A oposição britânica aponta números bem maiores.

Trump já havia apoiado o acordo no passado, mas passou a criticá-lo reiteradamente, afirmando que o montante não é adequado e que o governo britânico estaria mal informando a opinião pública. O presidente também mencionou a soberania de Starmer sobre o tema, em tom de disputa política interna.

A tensão entre Estados Unidos e Irã, com possível ataque americano caso não haja acordo nuclear, elevou a importância da base de Diego García. A localização estratégica fica a cerca de 5 200 quilômetros de Teerã, o que, na visão de Washington, poderia justificar uso ativo da base em operações futuras. Trump chegou a mencionar a possibilidade de utilizá-la para responder a ataques.

A administração de Starmer mantém posição de defesa do acordo, ressaltando que ele é crucial para a segurança regional e que a base é essencial para os planos de defesa dos aliados. O Departamento de Estado dos EUA, por sua vez, ratificou o apoio ao arranjo, sujeito à aprovação parlamentar britânica.

No plano interno britânico, a notícia alimenta críticas ao governo de Starmer, que enfrenta resistência de parte de seu próprio partido e de oposição conservadora. Críticos apontam custos elevados e impactos sociais, enquanto o governo enfatiza a segurança e a cooperação com os EUA.

Além do aspecto político, o caso envolve a população chagosiana, expulsa na década de 1960 para dar lugar à base. Quatro membros da comunidade chegaram a desembarcar no atol recentemente, em protesto contra a devolução. A mobilização social amplia o escrutínio sobre a política externa britânica.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais