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Presidente da Unafisco é ouvido pela PF como investigado

Presidente da Unafisco é ouvido pela PF como investigado, após críticas à operação que mirou servidores do Fisco e manteve sigilo do inquérito

Audiência Pública - Tema: Operacionalização do IBS e o Processo Administrativo Fiscal. Presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil, Kleber Cabral - Luis Macedo/Câmara dos Deputados
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  • O presidente da Unafisco, Kleber Cabral, prestou depoimento virtual à Polícia Federal nesta sexta-feira, 20, após ser investigado no inquérito das fake news por críticas ao Supremo Tribunal Federal.
  • Cabral foi incluído no inquérito por ordem do ministro Alexandre de Moraes; não ficou claro se ele é investigado ou testemunha nem qual o objetivo do depoimento.
  • A oitiva durou pouco mais de uma hora e tramita sob sigilo no STF; a Unafisco não comentou o conteúdo.
  • Em entrevistas recentes, Cabral disse, à GloboNews, que é mais temido fiscalizar membros do PCC do que o STF e criticou a operação contra servidores do Fisco.
  • Em entrevista ao O Globo, afirmou que a operação foi desproporcional e pode ter sido usada para criar discurso de vítima; a entidade havia divulgado nota questionando a precipitação do STF.

O presidente da Unafisco, Kleber Cabral, prestou depoimento à Polícia Federal na sexta-feira, 20, sobre o inquérito das fake news. Oitiva ocorreu de forma virtual, durou pouco mais de uma hora e ocorreu sob sigilo na Justiça. A Unafisco não informou o conteúdo registrado pela PF.

Cabral foi incluído no inquérito por decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Ele recebeu a intimação na véspera do depoimento, sem esclarecer o objetivo do ato ou a condição do dirigente (investigado ou testemunha).

Em entrevista à GloboNews, Cabral criticou a atuação da PF e disse que gerar temor entre servidores é mais fácil ao investigar a facção criminosa PCC do que autoridades do STF. Em conversa com O Globo, o presidente da Unafisco avaliou que a operação foi desproporcional e pode ter sido utilizada para criar um discurso de vítima.

No dia da operação, a Unafisco publicou nota questionando a rapidez das medidas e sugerindo precipitação do STF. A entidade afirmou que medidas de afastamento costumam ser adotadas antes da conclusão técnica dos fatos e sugeriu que a categoria pode estar sendo usada como bode expiatório.

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