- A polícia federal australiana disse ter recebido relatos de crime relacionados a declarações de Pauline Hanson sobre muçulmanos.
- A AFP não confirmou se abriu investigação criminal e afirmou que haverá mais informações em momento apropriado.
- Bilal El-Hayek, prefeito de Canterbury Bankstown, disse que as falas de Hanson podem incitar violência e pediu responsabilização.
- A mesquita Lakemba, em Nova Gales do Sul (NSW), recebeu a terceira carta de ameaça em semanas; a polícia investiga o caso.
- Líder da oposição, Angus Taylor, disse não concordar com as declarações de Hanson; autoridades pedem retratação ou apologia.
Federal police dizem ter recebido relatos de crime relacionados a comentários de Pauline Hanson sobre muçulmanos
A Polícia Federal da Austrália informou ter recebido relatos de crime ligados aos comentários da líder do One Nation, Pauline Hanson, nesta semana. A polícia não confirmou se já abriu investigação, afirmando que há mais informações a serem divulgadas em momento oportuno.
Bilal El-Hayek, prefeito de Canterbury Bankstown, município de Sydney, classificou as declarações como inflamadas e disse que Hanson deve ser responsabilizada por incitação. O conselho tem infraestrutura com mais de 23% da população muçulmana, conforme o censo de 2021.
Comentando sobre o tema, Hanson questionou se existem muçulmanos “bons” em rede de televisão após relatos sobre tentativas de retorno de mulheres e crianças presas na Síria. A líder do One Nation não recuou das palavras, apresentando, posteriormente, um pedido de desculpas condicionado em entrevistas.
Repercussões locais e segurança
O bairro de Lakemba, dentro de Canterbury-Bankstown, foi citado pela polêmica como área em que pessoas se sentem indesejadas. A polícia de NSW investiga ameaças recebidas pela maior mesquita local, com um homem já apontado como responsável por uma carta enviada em janeiro.
Reação política e institucional
O líder da oposição federal, Angus Taylor, afirmou discordar das declarações de Hanson e reforçou a separação entre posições políticas e segurança pública. O governo estadual também foi acionado, com autoridades destacando que as falas podem elevar tensões.
A Fiorência das instituições fez ressalvas sobre o peso das palavras. O comissário de discriminação de raça do governo Albanese pediu desculpas de Hanson, argumentando que as declarações atingem muçulmanos e podem ter impactos duradouros. O primeiro-ministro NSW mencionou que o discurso pode ter inflado tensões.
Desenvolvimento das investigações
Autoridades federais informaram que o AFP está ciente dos comentários dados à imprensa e que mais informações serão fornecidas oportunamente. O tema segue sob apuração, com autoridades avaliando possíveis crimes relacionados à incitação com base em raça e religião.
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