- Novas regras do Home Office obrigam britânicos com dupla nacionalidade (exceto Irlanda) a apresentar passaporte britânico para entrar no Reino Unido, ou pagar £589 por um “certificado de direito” que pode levar até oito semanas.
- A brasileira Annie, morando na Holanda, viu seu passaporte britânico expirado e já enviado para renovação, impossibilitando viajar para ver a mãe de 91 anos que está morrendo no norte da Inglaterra.
- Ela esperava continuar usando o passaporte holandês para viajar, como vinha fazendo há meses, mas a nova regra impede isso a partir de quarta-feira.
- O ex-ministro David Davis pediu à ministra do Interior que estabeleça um período de graça para permitir que britões com segunda nacionalidade permaneçam viajando com o segundo passaporte durante o processamento do britânico.
- O secretário-geral adjunto do Lib Dems também cobrou uma graça, visando evitar prejuízos a cidadãos britânicos que vivem no exterior.
O que aconteceu: novas regras de imigração do Home Office dificultam a entrada de britânicos com dupla nacionalidade que não seja irlandesa. Quem pode viajar ficou limitado a portar passaporte britânico ou pagar um certificado de direito de residência, com emissão que pode demorar até oito semanas. Assim, uma cidadã britânica residente na Holanda não pode visitar a mãe, em estado terminal, na Inglaterra.
Quem está envolvido: Annie, britânica que vive na Holanda, vê sua viagem impedida. A mãe dela está em cuidados de fim de vida numa casa na Yorkshire. A política também envolve o ex-ministro David Davis, que critica as exigências, e o titular do cargo Shabana Mahmood, alvo de pedidos de flexibilização. Também há apoio de Will Forster, que pede prazo de grace period.
Quando (data) e onde: as novas regras entraram em vigor na última semana, afetando viagens entre a Holanda e o Reino Unido e, especificamente, visitas à mãe da interessada na Yorkshire. Annie afirmou que, com o passaporte holandês, planejava visitas quinzenais.
Por que aconteceu: a mudança visa exigir documento de cidadania britânica para retorno ao país, para britânicos com dupla nacionalidade. A prática impede que alguns cidadãos regressem ao Reino Unido com a segunda nacionalidade enquanto o passaporte britânico está sendo renovado.
Desdobramentos e contexto: o ex-ministro David Davis sustenta que cidadania britânica não pode significar tratamento desigual, defendendo um período de transição para permitir viagens com a segunda nacionalidade. A sugestão é estabelecer uma grace period até que o passaporte britânico seja revalidado.
Respondentes políticos: a oposição também pressionou pela medida de exceção, com Will Forster defendendo a implementação de um período de transição até que a situação seja revista. Os discursos defendem manter direitos de retorno para cidadãos com dupla nacionalidade.
Impacto humano: Annie relatou a angústia de não saber quanto tempo a mãe terá de vida, relatando a dificuldade de ficar apenas para funerais. A mãe, com múltiplos derrames, está sob cuidados em Yorkshire, e a família busca alternativas para manter o contato.
Observação final: a situação afeta milhares de britânicos com dupla nacionalidade que vivem no exterior e dependem de vias de viagem para o Reino Unido durante momentos cruciais. As autoridades ainda discutem propostas de flexibilização.
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