- Ione Belarra, secretária-geral do Podemos, rejeitou a proposta de Gabriel Rufián para unir a esquerda e privilegiar candidaturas mais fortes por província, dizendo que, se o cálculo eleitoral for o objetivo, a conclusão é apoiar o PSOE.
- O Podemos já se afastou de propostas de ERC, Más Madrid, Izquierda Unida, Comunes e Movimento Sumar, que apresentam uma aliança para sábado em Madrid.
- Belarra pediu que o partido vá à luta com “esta camiseta”, destacando que qualidade pode valer mais que quantidade e citando que quatro deputadas de Podemos foram mais corajosas que cinco ministros de Sumar.
- Rejeitou a ideia de enfrentar o PSOE por meio do medo, defendendo um projeto que restitua direitos, feminismo e anti-racismo, sem abrir mão da identidade da esquerda.
- O porta-voz de ERC, Pablo Fernández, sinalizou que o diálogo entre Rufián e Delgado foi apenas uma conversa, enquanto o deputado de ERC elogiou Podemos e pediu que seus líderes permaneçam no movimento, sem deixar de criticar posicionamentos.
Ione Belarra rejeita a proposta de Gabriel Rufián para unir a esquerda na próxima etapa eleitoral. A líder de Podemos afirmou, durante o Conselho Ciudadano Estatal, que se o plano for apenas cálculo eleitoral, a conclusão é clara: é preciso apoiar o PSOE, a candidatura mais forte.
Podemos já havia se afastado de posições propostas por ERC, Más Madrid, Izquierda Unida, Más Madrid e Movimento Sumar. Em seu discurso, Belarra destacou a importância de um projeto próprio da esquerda, com foco em qualidade, não apenas em quantidade de candidaturas.
Ela reforçou a ideia de buscar um projeto confederal que mude o país, defendendo que quatro deputadas de Podemos têm mais peso político do que cinco ministros de Sumar. O tom foi de defesa de identidade e estratégia próprias do partido.
Belarra criticou a visão de ERC que reconheceu temer a ultradireita, afirmando que a conquista de direitos não nasce do medo. Afirmou que a esquerda deve se manter firme, defender vidas dignas e lutar por políticas feministas e anti-racistas.
A executiva de Podemos respondeu a discurso do deputado Gabriel Rufián, dizendo que não é aceitável que muitos interpretem como necessidade apoiar o PSOE a qualquer preço. Argumentou que a inação do PSOE favorece Vox e não beneficia a esquerda.
Pablo Fernández, porta-voz de Podemos, abriu a semana descrevendo a conversa entre Rufián e Delgado como uma discussão comum, sem assumir peso decisivo para o futuro da aliança. O comentário sinalizou cautela interna sobre o tema.
Reações de ERC vieram na sequência. O deputado de ERC elogiou Podemos como instrumento indispensável para a esquerda e fez elogios a Pablo Iglesias, Irene Montero e Ione Belarra, ao tempo em que criticou posicionamentos anteriores dos dirigentes.
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