- Espanha pediu à União Europeia que levante as sanções impostas a Delcy Rodriguez, presidenta interina da Venezuela, após a aprovação de uma lei de anistia limitada para alguns presos.
- Rodriguez assumiu o poder no mês passado, atendendo a exigências da administração Trump sobre venda de petróleo e liberou centenas de pessoas consideradas prisioneiras políticas por grupos de direitos humanos.
- A União Europeia não respondeu diretamente ao pedido; a instituição disse estar pronta para usar ferramentas a seu alcance para apoiar a transição democrática na Venezuela.
- As sanções da UE contra a Venezuela começaram em duas fases, em 2017 e 2018, envolvendo proibições de armas e de equipamentos de vigilância a oficiais venezuelanos, incluindo Rodriguez.
- Grupos de direitos humanos afirmam que a anistia aprovada pela Assembleia Nacional, dominada pelo governo, não beneficia centenas de prisioneiros políticos; Caracas nega prisões políticas.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha pediu à União Europeia que levante as sanções impostas à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a aprovação de um projeto de anistia limitado para presos. O pedido ocorreu nesta sexta-feira, em meio a um movimento de normalização das relações entre Madrid e Caracas.
Delcy Rodríguez assumiu o poder no mês passado, após a destituição de Nicolás Maduro pelos EUA. O governo venezuelano tem liberado centenas de pessoas consideradas prisioneiras políticas por grupos de direitos humanos, como parte do esforço de abertura política.
A Espanha argumenta que sanções devem buscar objetivos específicos, não serem fim em si mesmas, para facilitar um diálogo amplo e pacífico. O chanceler espanhol afirmou que o sinal enviado seria positivo para a estabilidade regional.
Contexto internacional
A Comissão Europeia não comentou diretamente o pedido de Madrid, mas reiterou a disposição de usar ferramentas para apoiar a transição democrática na Venezuela. A UE impôs sanções desde 2017, incluindo embargo de armas e restrições a equipamentos de vigilância.
A Venezuela, governada pelo partido no poder, aprovou na quinta-feira uma lei de anistia com apoio unânime da Assembleia Nacional. Grupos de direitos humanos criticam a medida por não abranger amplamente presos políticos e por manter diversas detenções.
Historicamente, a UE sancionou altas autoridades venezuelanas em 2018, citando violações de direitos humanos. Caracas nega prisões políticas e sustenta que os detidos cometeu crimes. A situação segue sob escrutínio internacional.
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