- Suprema Corte, em votação de seis a três, decidiu que Donald Trump excedeu a autoridade ao impor tarifas sobre importações globais, negando respaldo da Lei de Poderes de Emergência Econômicos (IEEPA) para a maior parte das tarifas.
- A maioria enfatizou que o poder de tributar é do Congresso, reforçando que tarifas normalmente exigem aprovação parlamentar.
- Reação democrata: líderes destacaram vitória para consumidores e para famílias, dizendo que o veredito pode amenizar o custo de vida e encerrar a “guerra comercial”.
- O ex-presidente chamou a decisão de “desgraça” e indicou ter um plano alternativo, sem detalhar, durante reunião com governadores na residência oficial.
- A decisão reforça o controle do Congresso sobre tarifas e tributação, com lideranças democratas afirmando que o veredito não resolve todos os danos já causados, mas representa avanço institucional.
O Tribunal supremo dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos a 3, que a presidente não poderia impor tarifas elevadas sobre importações globais sem autorização do Congresso. A decisão sustenta que a lei de poderes de emergência de 1977 não justifica, na prática, a maioria das tarifas adotadas pela Administração. A sentença representa limiar na atribuição de poderes entre Executivo e Legislativo.
A ação foi movida por representantes e senadores que contestaram as tarifas, argumentando que tributos sobre bens estrangeiros exigem aprovação do Congresso. A decisão reforça o papel do Legislativo na tributação e limita ações unilaterais do presidente.
O que mudou com a decisão
Chief Justice John Roberts afirmou que a via para impor impostos sempre foi uma função central do Congresso. A decisão questiona a base jurídica usada pela Administração para combater a oposição no Legislativo e limita o uso do IEEPA em políticas econômicas amplas.
Reações no Congresso
Líder do Senado, Chuck Schumer, celebrou o veredito como proteção aos consumidores americanos e como freio às ações de governo sem aprovação parlamentar. A líder da bancada democrata na Câmara, Katherine Clark, descreveu a vitória como benefício direto ao público.
Entre republicanos, houve vozes que comentaram de forma crítica ao uso de poderes emergenciais, destacando a necessidade de reformas para evitar futuras ações unilaterais. Alguns membros defenderam cooperação com o Executivo em reformas comerciais.
Impacto político e econômico
Analistas destacam que a decisão tende a reduzir custos de bens de consumo e energia para famílias e empresas, ao menos no curto prazo. Grupos econômicos com forte dependência de comércio exterior aguardam impactos em negociações futuras.
Representantes de estados dependentes de turismo e comércio externo ressaltaram que a decisão não reverte danos já causados pelas tarifas, mas reforça a necessidade de equilíbrio entre os poderes na formulação de políticas econômicas.
Observações finais
Especialistas apontam que o veredito não encerra disputas sobre exceções de emergência, mas impõe limites claros ao uso do poder de taxação sem aprovação legislativa. O caso permanece relevante para o equilíbrio entre poder executivo e Legislativo nos temas tarifários.
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