- O Tribunal do Distrito Central de Seul condenou Yoon Suk-yeol à prisão perpétua por ter liderado uma insurreição ao decretar a lei marcial em 3 de dezembro de 2024, com a tentativa de bloquear o funcionamento da Assembleia Nacional.
- O veredito aponta que Yoon, ao lado do então ministro da Defesa Kim Yong-hyun, visou paralisar o Parlamento e perturbar a ordem constitucional, respaldado por imagens da noite dos fatos.
- Este é o primeiro ex-chefe de Estado a ser condenado por insurreição desde 1996, quando Chun Doo-hwan recebeu pena de morte pelo golpe militar de 1979; no caso de Chun, a pena acabou comutada para prisão perputa e indulto em 1997.
- Fora do tribunal, o veredicto ocorreu em meio a grande polarização, com cerca de mil agentes mobilizados para evitar confrontos entre apoiadores e opositores.
- Yoon permanece em prisão preventiva e enfrenta outros sete processos ligados à lei marcial, além de acusações de abuso de poder, falso testemunho e suposto favorecimento a um estado inimigo.
O Tribunal do Distrito Central de Seul condenou Yoon Suk-yeol à pena de prisão perpeta por insurreição, após declarar a lei marcial em 3 de dezembro de 2024. A decisão o responsabiliza por liderar o movimento e violar a ordem constitucional.
A Justiça também responsabilizou o ex-ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, por atuar para paralisar a Assembleia Nacional e perturbar o funcionamento do governo. As provas incluem imagens da noite em que tropas foram ao parlamento.
A sentença marca o primeiro caso de condenação por insurreição envolvendo um ex-presidente desde 1996, quando Chun Doo-hwan recebeu pena de morte por liderar o golpe de 1979. Chun teve a pena comutada e foi indultado em 1997.
O veredito ocorreu em meio a grande tensão no país, com manifestações de apoiadores e detratores de Yoon nas proximidades do tribunal. Aproximadamente mil agentes foram mobilizados para evitar confrontos.
A acusação argumentou que a declaração de lei marcial, sem guerra ou emergência nacional, destruiu o funcionamento democrático e o papel da Assembleia. O argumento foi sustentado pela defesa, que contestou parte das evidências.
O ex-presidente permanece na prisão preventiva há um ano. Ainda existem sete ações judiciais em curso, incluindo outros casos relacionados à imposição da lei marcial e acusações de abuso de poder e falsificação de documentos.
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