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Trump tenta proteger herbicida no centro de ações judiciais

Ordem executiva de Trump visa garantir produção interna de fósforo e glifosato, concedendo imunidade a fabricantes e enfrentando críticas de defensores da saúde e da coalizão Maha

Containers of Roundup are displayed on a store shelf in San Francisco.
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  • Donald Trump assinou ordem executiva para proteger a produção doméstica de herbicidas à base de glifosato, como o Roundup, e de fósforo elementar.
  • A medida também busca imunidade para os fabricantes e usa poderes da Defesa de Produção para impor regras, com o secretário da Agricultura instruído a emitir medidas necessárias.
  • Críticos, incluindo a coalizão Make America Healthy Again (MAHA), dizem que a ação favorece empresas químicas e não trata dos riscos à saúde.
  • A Bayer, atual proprietária da Monsanto, já pagou bilhões em acordos e multas relacionados ao glifosato e afirma que cumprirá a ordem, avaliando alternativas caso não haja alívio jurídico.
  • O governo sustenta que a produção interna é essencial para a segurança alimentar e nacional, enquanto estudos e a Organização Mundial da Saúde associam o glifosato a riscos de câncer, assunto não detalhado na ordem.

Donald Trump assinou uma ordem executiva que visa proteger a produção de herbicidas à base de glifosato, como o Roundup, e ampliar imunidades para os fabricantes. A medida utiliza a Defesa de Produção para manter suprimentos domésticos, sanitizando a cadeia de produção.

A ordem também pretende garantir imunidade aos produtores de herbicidas e de fósforo elementar, utilizado na fabricação de glifosato. O texto diz que a produção nacional é crucial para a defesa e a segurança alimentar dos EUA.

A iniciativa foi anunciada em meio a ações judiciais distintas. A Bayer, dona da Monsanto, responde a milhares de processos que alegam câncer ligado ao glifosato. A companhia já pagou bilhões em acordos e vereditos.

O documento aponta o risco de redução ou interrupção da produção de fósforo e glifosato e afirma que esse risco compromete a segurança nacional e a segurança alimentar. A ordem autoriza o secretário da Agricultura a emitir regulamentos para implementá-la.

O governo afirma que a produção doméstica de fósforo e de herbicidas à base de glifosato é essencial para o abastecimento e para a defesa do país. A publicação cita a Defesa de Produção como base legal para as ações.

Críticos indicam que a medida facilita a fabricação de produtos potencialmente perigosos. Líderes do Maha, coalizão que reúne defensores de saúde, acusam a ordem de favorecer empresas químicas em detrimento da saúde pública.

Entre os críticos estão ativistas como Vani Hari e Kelly Ryerson, que questionam o impacto do glifosato na saúde e na alimentação. Eles veem a decisão como contrária aos esforços de restrição de pesticidas.

Kennedy, indicado por Trump para liderar o DHS e ligado ao Maha, disse que a ordem prioriza a segurança alimentar e a prontidão defesa. Já portadores do Maha afirmam que a medida desvaloriza preocupações com saúde pública.

A Bayer afirmou que cumprirá a ordem para manter o acesso a ferramentas de proteção de safras e ressaltou que seus herbicidas não causam câncer, destacando o interesse em manter o fornecimento doméstico. A empresa tem buscado apoio legislativo para limitar ações judiciais.

A alta corte está em pauta: a Bayer já conseguiu leis de proteção em dois estados e busca apoio para o preempção federal em casos de falha de aviso. O tribunal superior marcou audiência para abril sobre o tema.

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