- Um jornalista da Associated Press foi agredido pela polícia e detido por curto período, junto com mais três jornalistas e um advogado, em Yaoundé, enquanto tentavam entrevistar migrantes africanos deportados dos Estados Unidos.
- Os equipamentos foram apreendidos e ainda não foram devolvidos; os profissionais foram conduzidos à polícia judiciária por agentes à paisana após tentarem filmar a instalação onde os deportados ficam.
- O repórter Randy Joe Sa’ah descreveu a experiência como extremamente estressante e afirmou ter ficado surpreso com a rápida escalada da situação.
- A Associated Press não comentou; o Ministério das Relações Exteriores de Camarões e a polícia não responderam aos pedidos de comentário.
- O primeiro grupo de deportados chegou a Camarões em janeiro, totalizando migrantes de Gana, RD Congo, Marrocos, Angola e Zimbábue; um segundo grupo chegou na segunda-feira, incluindo Etiópia, Senegal, Quênia, Serra Leoa e RD Congo, elevando o total a dezessete pessoas.
Um jornalista da Associated Press foi agredido por policiais e detido por breves momentos, em Yaoundé, enquanto tentava entrevistar africanos deportados dos Estados Unidos. O episódio ocorreu durante a abordagem a instalações que abrigam os deportados.
O jornalista freelance Randy Joe Sa’ah estava entre quatro repórteres e um advogado detidos temporariamente. Os profissionais tiveram o equipamento confiscado, que ainda não foi devolvido, e foram levados à polícia judiciária por agentes à paisana na terça-feira, após tentarem filmar o local.
A AP não comentou o caso. Camarões não respondeu aos pedidos de comentário, e o Ministério das Relações Exteriores e a polícia também não se manifestaram. O episódio ocorre em meio a controvérsias sobre deportações para Camarões e outros países africanos.
Segundo a reportagem, o primeiro grupo de deportados chegou a Camarões em janeiro, incluindo pessoas de Gana, Burundi, Congo, Marrocos, Angola e Zimbábue; o Marrocos já retornou, restando sete migrantes no país. Um segundo grupo chegou na manhã desta segunda-feira.
Os migrantes tinham obtido proteção temporária contra deportação nos EUA, segundo informações fornecidas por quatro deportados e dois advogados citados pela AP. O governo dos EUA tem buscado acordos com governos africanos para aceitar deportados, como parte de uma estratégia de contenção migratória, gerando preocupações de segurança entre alguns migrantes.
Pelo menos 17 deportados estão em Camarões, conforme relatos de fontes próximas ao caso. A situação envolve perguntas sobre participação de Camarões no programa apoiado pela Administração Trump e sobre a segurança dos deportados durante o processo.
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