- Keir Starmer chamou de chocante e não britânico o plano do Reform UK de revogar a Equalities Act, que protege mulheres há décadas.
- Ele afirmou que a lei é central aos valores britânicos e que derrubá-la seria retrocesso, levando a tratamento desigual das mulheres e de pessoas sujeitas a discriminação racial.
- Starmer pediu que Andrew Mountbatten-Windsor coopere com autoridades no Reino Unido e nos EUA sobre o escândalo de Jeffrey Epstein.
- Em relação às eleições locais, o premiê informou que manteve as eleições de maio, após orientação jurídica que levou à decisão de não adiar.
- O Reform UK apresentou Suella Braverman como porta-voz de educação, habilidades e igualdade, defendendo a abolição da Equalities Act no primeiro dia de governo.
O líder trabalhista Keir Starmer classificou como “chocante” e anti-Britânico o plano do Reform UK de revogar a Equalities Act. Em entrevista pré-gravada ao BBC Breakfast, ele afirmou que a lei protege décadas de avanços e valoriza a igualdade entre mulheres e homens, além de proteção contra discriminação racial.
Starmer argumentou que o projeto de Reform representa um retorno aos tempos em que mulheres não eram tratadas de forma igual. Ele citou a lei como base dos direitos civis e afirmou que o país seria prejudicado caso a proteção fosse derrubada.
O premiê revelou ainda que Andrew Mountbatten-Windsor deve colaborar com autoridades do Reino Unido e dos EUA sobre o caso Jeffrey Epstein. O governo também enfrentou críticas pela mudança de posição sobre o adiamento das eleições locais.
Repercussões políticas e outros pontos
Em outra frente, Suella Braverman foi indicada pela liderança do Reform UK como porta-voz de educação, habilidades e igualdade, o que abriu debate sobre o papel da figura no novo gabinete sombra. Braverman afirmou que, caso chegue ao governo, pretendia eliminar esse gabinete e revogar a Equality Act.
Starmer ressaltou a necessidade de testemunhar informações relevantes, destacando que qualquer pessoa, inclusive membros da família real ou figuras públicas, tem obrigação de colaborar com as autoridades quando existem indícios de violência contra mulheres e meninas.
Sobre as eleições locais, o governo manteve a posição de não adiar as votações, seguindo orientação legal que levou à decisão de realizá-las em maio, sem paralisação em diversas jurisdições.
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