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Quem pressionou o investimento de R$ 400 milhões da Amprev no Banco Master?

PF e Ministério Público investigam possível coação política que levou a Amprev a investir 400 milhões no Banco Master, expondo o fundo de servidores a risco

Sede da Amapá Previdência, que teve como presidente indicado de Alcolumbre (Foto: Wedson Castro/Assessoria de imprensa Amprev)
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  • A Polícia Federal e o Ministério Público investigam se Jocildo Lemos, ex-presidente da Amprev, foi coagido a investir R$ 400 milhões no Banco Master, sob influência política.
  • A apuração aponta pressa na aprovação dos aportes de alto risco, com documentos padronizados elogiosos ao banco e usados para credenciamento, assinados apenas pelos gestores da Amprev.
  • Um áudio de julho de 2024 registra Lemos dizendo que a aprovação tirou um “peso de suas costas”, o que levantou a hipótese de coação externa, com apoio político de Davi Alcolumbre.
  • O investimento ocorreu em três etapas rápidas em julho de 2024; mesmo com alertas da Caixa Econômica Federal, Lemos minimizou os riscos, autorizando R$ 100 milhões na última fase.
  • Os aportes foram feitos em letras financeiras sem garantia do Fundo Garantidor de Créditos; o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central, elevando o risco ao fundo que paga as aposentadorias dos servidores do Amapá.

A Polícia Federal e o Ministério Público investigam se Jocildo Lemos, ex-presidente da Amprev, foi coagido a investir R$ 400 milhões no Banco Master. A apuração mira influência política e pressa na aprovação de aportes de alto risco que comprometeram o fundo dos servidores.

A investigação busca entender se houve pressão externa para acelerar decisões e suprimir análises técnicas. Documentos usados para credenciar o Banco Master aparecem padronizados e elogiados, com assinatura dos gestores da Amprev.

Um áudio de julho de 2024, registrado durante reunião, aponta Lemos dizendo que a aprovação do investimento tirou um peso de suas costas. Auditores veem nessa fala indícios de influência externa sobre a decisão.

O investimento ocorreu em três etapas rápidas em julho de 2024. Mesmo com alertas da Caixa Econômica Federal, que apontavam alto risco, Lemos minimizou os riscos, chamando-os de histórias do mercado. A etapa final autorizou R$ 100 milhões, um terço do caixa da Amprev.

A aplicação foi em letras financeiras, instrumentos sem garantia do FGC. Caso o Banco Master venha a falir, não haveria proteção automática ao dinheiro do fundo. A liquidação do banco, decretada recentemente pelo Banco Central, intensifica o temor de perdas aos aposentados.

Jocildo Lemos renunciou ao cargo e sustenta legalidade de sua gestão, afirmando ter aumentado o patrimônio do fundo. A Amprev informou que se sente lesada e acionou a Justiça para bloquear pagamentos ao banco. O senador Davi Alcolumbre, aliado de Lemos, negou irregularidades e pediu punição de responsáveis por fraudes.

A apuração continua em andamento, com pedidos de identificação de responsáveis e verificação de eventuais responsabilidades administrativas. As autoridades ressaltam a necessidade de esclarecer todos os fatos com base em evidências. Fonte: Gazeta do Povo.

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