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Protesto contra reforma trabalhista na Argentina termina em confronto policial

Confronto entre polícia e manifestantes em Buenos Aires durante a greve geral contra a reforma trabalhista, com uso de jatos de água e gás lacrimogêneo

Repressão policial contra protesto na Argentina. Foto: Luis Robayo/AFP
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  • Policiais e manifestantes entraram em confronto em Buenos Aires durante protesto contra a reforma trabalhista de Milei, perto do Congresso.
  • A greve geral, convocada pela central CGT, teve adesão significativa, principalmente no setor de transportes, com cerca de 90% de participação segundo o líder Jorge Sola.
  • O protesto iniciou de forma pacífica ao meio-dia; garrafas e pedras foram lançadas contra o cordão policial, que respondeu com jatos d’água e gás lacrimogêneo.
  • A Câmara dos Deputados discutia o projeto de desregulamentação trabalhista, já aprovado pelo Senado, em sessão que pode se prolongar até altas horas.
  • Na semana passada, houve confrontos mais violentos, com detidos em torno de 30 pessoas.

O protesto contra a reforma trabalhista na Argentina terminou em confronto entre policiais e manifestantes em Buenos Aires nesta quinta-feira (19). A mobilização ocorreu durante a greve geral convocada pela CGT e contou com participação de sindicatos e partidos de esquerda. O ato teve início ao meio-dia, de forma pacífica, próximo ao Congresso.

Dezenas de pessoas se enfrentaram com as forças de segurança após a retirada de parte dos manifestantes. Garrafas e pedras foram lançadas contra o cordão policial, que se posicionava atrás de grades que bloqueavam a sede do Legislativo. Os agentes responderam com jatos d’água e gás lacrimogêneo.

Relativamente breve, o confronto deixou tensões por parte da tarde, com algumas dezenas de manifestantes e policiais ainda no local. O clima seguia de confronto direto, segundo a agência AFP.

Contexto e desdobramentos

Na Câmara dos Deputados, a sessão debate o projeto de reforma desregulamentadora da trabalhista, já aprovado pelo Senado, com previsão de prolongar-se até a noite. A greve nacional teve adesão expressiva segundo líderes da CGT.

A CGT aponta participação essencial do setor de transportes e estima 90% de adesão geral, descrevendo a paralisação como a maior das quatro promovidas pelo governo Milei. A mobilização busca pressionar contra a reforma.

Pontos-chave da reforma trabalhista incluem redução de indenizações, extensão da jornada de trabalho para 12 horas e restrições ao direito de greve, entre outras mudanças polêmicas. Fontes oficiais destacam medidas de flexibilização regulatória.

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