- O procurador francês pediu acusações de homicídio contra sete suspeitos no caso da morte de Quentin Deranque, ocorrida durante protesto de ultradireita em Lyon em 12 de fevereiro.
- Deranque, de 23 anos, morreu por traumatismo cranioencefálico após ser atacado por pelo menos seis pessoas; onze suspeitos permaneciam detidos.
- O promotor Thierry Dran recomendou que os suspeitos fiquem presos para evitar distúrbios à ordem pública.
- O caso aumenta a tensão política antes das eleições municipais e da corrida presidencial de 2027; Meloni disse que o caso é uma ferida para toda a Europa, e Macron pediu que haja distanciamento de violência.
- Entre os detidos estão dois assistentes parlamentares de Raphaël Arnault, da França Insubmissa (LFI); a investigação envolve diferentes versões sobre participação dos suspeitos.
Quentin Deranque, de 23 anos, morreu após uma agressão com várias pessoas durante um protesto de apoio a movimentos de direita em Lyon, no dia 12 de fevereiro. A acusação aponta que a vítima sofreu ferimentos graves na cabeça, conforme informações apuradas pela Justiça francesa. O caso interrompeu o clima de protesto e elevou a tensão política no país.
Ao todo, 11 pessoas foram detidas na investigação inicial. A promotoria informou que sete suspeitos devem responder por homicídio, com pedidos de prisão preventiva para preservar a ordem pública. Dois dos investigados teriam se recusado a prestar depoimento, enquanto outros teriam reconhecido participação no episódio, sem declarar intenção homicida.
O fato ocorre em meio a disputas políticas que antecedem as eleições municipais de 2024 e a trajetória rumo às eleições presidenciais de 2027. A violência no incidente aumentou as críticas a operações políticas vistas como extremas, principalmente entre partidos de oposição e setores de esquerda.
Medidas judiciais
A Justiça descreveu a necessidade de manter os sete suspeitos em custódia para evitar abalo à ordem pública. A promotoria informou que quatro detidos já foram liberados, e que novas prisões ainda eram buscadas. Entre os detidos estavam auxiliares parlamentares ligados ao deputado Raphaël Arnault, do partido de esquerda France Insoumise (LFI), além de um ex-estagiário.
Repercussões políticas
O caso provocou reações internacionais. A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni chamou o ato de “ferida para toda a Europa”, enquanto o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que não há espaço no país para violência política. O governo destacou a necessidade de evitar qualquer espiral de violência e pediu que as forças políticas foquem em ações responsáveis.
O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, pediu que Arnault reveja sua posição caso haja evidências robustas contra ele ou seus assessores. Em Brasília, a oposição e o campo moderado passaram a ponderar as consequências eleitorais de atos de violência política, buscando evitar alianças que possam acoonar a radicalização.
A investigação continua em curso, com a polícia buscando esclarecer as circunstâncias do ataque e confirmar a autoria, bem como qualquer relação entre os envolvidos e movimentos políticos. A Procuradoria não informou novas datas para próximas etapas, mantendo o foco na coleta de provas.
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