- Às oito da manhã de quinta, Andrew Mountbatten-Windsor foi preso em Wood Farm, no terreno privado Sandringham, Norfolk, suspeito de conduta imprópria no serviço público, e levado à custódia policial.
- A prisão representou a primeira de um membro sênior da família real na história moderna, ocorrendo pouco antes do seu 66º aniversário.
- A polícia também realizou buscas em Royal Lodge, Windsor, e em propriedades em Norfolk, enquanto apurações sobre uso indevido do cargo de enviado comercial são prosseguidas.
- O rei Charles III emitiu nota oficial afirmando que a lei deve seguir seu curso, e que a família apoia a investigação e coopera com as autoridades.
- O caso tem ligação com o escândalo envolvendo Jeffrey Epstein; Andrew já enfrentou controvérsias públicas anteriores e permanece sob avaliação de eventuais acusações, com o CPS acompanhando o desdobramento.
O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi detido nesta quinta-feira pela polícia, em Wood Farm, no terreno privado Sandringham, em Norfolk. A prisão ocorreu pouco após as 8h, em meio a meses de expectativa na família real. A acusação é de má conduta em cargo público, conforme a polícia de Thames Valley.
Policiais sem distintivos prenderam o homem na casa e conduziram-no para dentro de uma viatura. A operação incluiu busca em residências associadas ao ex-príncipe, como a antiga moradia Royal Lodge, em Windsor, e outros imóveis na região de Norfolk. O incidente ganhou repercussão mundial.
A polícia informou que o homem está detido, sem revelar o nome por questão de segurança. Oliver Wright, assessor-chefe da polícia de Thames Valley, confirmou a abertura de uma investigação formal sobre a acusação de má conduta em público. A força ressaltou a necessidade de proteger a integridade da apuração.
O rei Charles III não foi informado com antecedência sobre a detenção. Em comunicado publicado ao meio-dia, ele afirmou que a lei deve seguir seu curso e que a família real apoia a investigação e coopera com as autoridades. O texto manteve o tom institucional e formal.
O comunicado da Família Real foi endossado pela duquesa e pelo príncipe de Gales, além do primeiro-ministro, que destacou que ninguém está acima da lei. O caso surge meses após divulgação de documentos ligados a Jeffrey Epstein, o que intensificou o escrutínio sobre o ex-príncipe.
A imprensa acompanha as entrevistas e as comunicações oficiais, enquanto o Ministério Público analisa a viabilidade de apresentar acusações formais. Caso haja indícios suficientes, o tribunal poderá determinar medidas de custódia, fiança ou outras providências processuais.
Historicamente, a detenção de um membro sênior da monarquia é um acontecimento inédito na era moderna. O último episódio semelhante remonta a épocas anteriores à atuação de instituições democráticas, quando a circulação de informações era mais restrita. A natureza do caso volta a exigir transparência institucional.
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