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Presidente deposto da Coreia do Sul é condenado à prisão perpétua

Justiça sul-coreana condena Yoon Suk-yeol à prisão perpétua por liderar insurreição e impor lei marcial; outros réus devem ter sentenças anunciadas

Presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, chega ao Escritório de Investigação de Corrupção para Funcionários de Alto Escalão em Gwacheon, na Coreia do Sul 15/01/2025 KOREA POOL/Pool via REUTERS
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  • Tribunal Distrital Central de Seul condenou Yoon Suk-yeol à prisão perpétua por liderar uma insurreição e impor ilegalmente a lei marcial em dezembro de 2024.
  • O juiz Ji Gwi-yeon afirmou que o ex-presidente mobilizou forças militares e policiais para tomar o parlamento, prender políticos e estabelecer poder irrestrito.
  • O Ministério Público tinha solicitado a pena de morte, mas Yoon recebeu prisão perpétua; analistas acreditam que ele deverá recorrer.
  • O mesmo tribunal considerou culpado o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun; as sentenças de outros processados devem ser divulgadas em breve.
  • Em janeiro de 2025, Yoon já havia sido condenado a cinco anos pela imposição da lei marcial e outras acusações; ele foi detido após operação policial, tornando-se o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser preso.

A Justiça da Coreia do Sul condenou o ex-presidente Yoon Suk-yeol à prisão perpétua, sob a acusação de liderar uma insurreição e impor ilegalmente a lei marcial. A decisão foi lida pelo juiz Ji Gwi-yeon, do Tribunal Distrital Central de Seul.

Segundo a sentença, Yoon mobilizou forças militares e policiais em dezembro de 2024 para tomarem o parlamento, em uma ação considerada ilegal e com o objetivo de prender políticos e concentrar o poder. A conduta foi definida como líder de insurreição.

O tribunal também afastou a pena de morte, anteriormente defendida pela acusação, e indicou que Yoon poderá recorrer. Analistas esperam a contestação e a tramitação de novas sentenças para outros réus no mesmo processo.

Desdobramentos do processo

Em janeiro de 2025, o mesmo tribunal já havia condenado o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun a cinco anos de prisão pela imposição da lei marcial, além de outras infrações como desobediência e falsificação de documentos oficiais.

Naquela ocasião, Yeol foi encontrado responsável por excluir ministros de uma reunião decisiva e por obstruir as tentativas de detenção por parte da polícia. O ex-chefe de Estado ficou entrincheirado na residência oficial por semanas, sob proteção de seguranças.

A detenção de Yoon ocorreu em janeiro de 2025, após uma operação policial de várias horas que permitiu sua prisão. Ele se tornou o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser detido, após anunciar a lei marcial em 3 de dezembro de 2024 e depois recuar rapidamente quando deputados contestaram a medida.

Contexto institucional

Yoon foi destituído pelo Tribunal Constitucional em abril do ano seguinte, o que abriu caminho para eleições presidenciais vencidas por Lee Jae-myung, da oposição de esquerda. A imposição da lei marcial foi apresentada como resposta a um bloqueio do Parlamento ao orçamento.

Este texto reconstitui os fatos com base no material divulgado pela Justiça sul-coreana e pelas fontes relacionadas ao processo.

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