- O Partido Liberal Protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de investigação sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí, durante o Carnaval do Rio, alegando abuso de poder econômico e uso da máquina pública.
- A acusação sustenta que o enredo funcionou como propaganda político-eleitoral em ano de pleito, com exaltação a Lula e provocações a opositores, e que a escola foi promovida com apoio governamental, levando-a a rebaixamento na classificação do Carnaval carioca.
- Lula acompanhou o desfile no camarote da Prefeitura do Rio; a primeira-dama Rosângela da Silva (Janja) desistiu de desfilar como destaque diante das ações judiciais.
- O PL afirma que houve uso de recursos públicos e participação direta do governo na produção da escola, destacando a presença de elementos de campanha, como jingle e o número da urna.
- Trechos do samba-enredo geraram reação: o número 13, associado ao PT, foi usado para remeter à infância de Lula, e um verso crítico a Jair Bolsonaro foi interpretado como tom político explícito.
O Partido Liberal (PL) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira, 19, um pedido de investigação sobre o desfile em homenagem ao presidente Lula na Sapucaí, durante o Carnaval do Rio. A denúncia aponta uso da máquina pública em ano eleitoral e possível abuso de poder político e econômico envolvendo a Acadêmicos de Niterói.
Segundo o PL, o enredo funcionou como uma peça de propaganda político-eleitoral, com exaltação ao presidente e provocações a opositores. A agremiação teria, ainda, indícios de participação direta do governo na produção do desfile, que acabou rebaixado para a divisão intermediária do Carnaval carioca.
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, desistiu de desfilar como destaque diante das ações judiciais. O ator Paulo Vieira, que interpretou Lula na avenida, afirmou ter sido escolhido pelo casal presidencial, dizendo ter aceitado o convite.
O PL também acusa a escola de utilizar elementos de campanha, como jingle e a referência ao número da urna que representa o PT. O samba-enredo mencionou o número 13 ao narrar a passagem de Lula de Pernambuco a São Paulo na infância, leitura interpretada como alusão eleitoral.
Outro trecho gerou debate ao mencionar “a soberania” sem mitos falsos nem anistia, leitura associada a críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A expressão reforçou o tom político do enredo e elevou questionamentos sobre a conotação eleitoral da apresentação.
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