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Papa Leão XIV anuncia viagem a Lampedusa em julho, durante ofensiva à imigração

Papa León XIV confirma viagem a Lampedusa em julho, em meio à ofensiva italiana contra imigração irregular e bloqueios a ONG e deportações

El papa León XIV, a su llegada este miércoles a la celebración del Miércoles de Ceniza en las iglesias de San Anselmo y Santa Sabina, en Roma.
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  • O papa León XIV visitará Lampedusa em 4 de julho, segundo o Vaticano, como parte de uma agenda de viagens pela Itália.
  • Lampedusa, entre Tunísia e Itália, é o principal ponto de chegada de migrantes por mar e símbolo das tragédias no Mediterrâneo.
  • A visita ocorre num momento de maior fluxo de embarcações e no contexto da ofensiva do governo italiano contra migração irregular e ONGs, com possibilidade de bloqueios navais e deportações à Albânia.
  • Meloni pretende aplicar ações de controle de fronteiras, incluindo bloqueios a embarcações de ONG e deportações de migrantes para a Albânia.
  • A viagem do pontífice sinaliza continuidade com o predecessor Francisco, que também visitou Lampedusa em julho de 2013 e fez um discurso sobre a “globalização da indiferença”.

O Papa León XIV confirmou viagem à ilha de Lampedusa para o dia 4 de julho, segundo comunicado oficial da Santa Sé. A visita ocorre em meio a uma ofensiva italiana e norte-americana sobre a imigração, com foco em ações contra barcos de ONGs e medidas de deportação.

Lampedusa, ponto de maior entrada de migrantes por mar na Itália, simboliza as tragédias do Mediterrâneo. Em julho de 2025 chegaram ao país 6.487 pessoas vindas de Libia e Tunísia, a maioria desembarcando na ilha. Ao longo do ano, o total de migrantes foi de 66.296, próximo ao registrado no ano anterior.

A viagem acontece em um momento de tensão política: governo de direita de Giorgia Meloni intensifica ações contra a imigração irregular e o trabalho de ONGs que resgatam no Mediterrâneo. A Itália prepara bloqueios navais a embarcações de ONG e planeja retomar as deportações para Albania a partir da primavera.

Agenda do Pontífice

O programa divulgado pela Santa Sé aponta passagem por Pompeia, Nápoles, Acerra, Pavia, Assis e Rimini, além de Lampedusa. A viagem à ilha é descrita como a mais relevante do itinerário, pela sua importância simbólica nas questões migratórias.

Ações envolvendo a imigração também aparecem em outros cenários internacionais, como nos Estados Unidos, onde Donald Trump enfatiza políticas de restrição a estrangeiros. O Vaticano sinaliza que o foco do Papa é promover diálogo e testemunho pastoral, sem abordar políticas partidárias.

Contexto histórico e internacional

Lampedusa já foi palco de tragédias migratórias de grande impacto, incluindo o naufrágio de 2013, que deixou 368 mortos. A partir de aquele desastre, Europa intensificou a cooperação de controle de fronteiras e operações de salvamento, com mudanças na coordenação entre Roma e Bruxelas.

O Papa anterior, Francisco, visitou Lampedusa em julho de 2013 e proferiu um discurso marcado pela crítica à indiferença global. León XIV, eleito em 2020, já realizou apenas uma viagem internacional até o momento, e há expectativa de outros deslocamentos para a Argélia, África e possivelmente Espanha, ainda sem confirmação oficial.

Fontes oficiais do Vaticano reiteram que a agenda é protegida por confirmação prévia, sem anúncios adicionais até a divulgação formal das rotas e datas. A Santa Sé não confirmou visitas a Estados Unidos para 2026.

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