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Oposição húngara condena vídeo do Fidesz com cena de execução fictícia

Oposição critica vídeo de campanha da Fidesz com cena de execução fictícia gerada por IA, destacando uso de deepfake na política e risco de desinformação

69th anniversary of the Hungarian Uprising of 1956, in Budapest
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  • Oposição na Hungria criticou vídeo de campanha do Fidesz que mostra uma menina chorando em uma janela, intercalado com cenas de execução de um pai em guerra; o material foi produzido com apoio de IA.
  • Orban utiliza a eleição de 12 de abril para apresentar uma escolha entre “guerra e paz”, alegando que a Tisza, em conluío com a União Europeia, arrastaria a Hungria para a guerra na Ucrânia.
  • O líder da Tisza, Peter Magyar, afirmou que o vídeo é “repugnante, imperdoável e ultrajante” e chamou a peça de manipulação desprovida de humanidade.
  • O chefe de gabinete de Orban disse que mais de mil pessoas são mortas ou feridas gravemente na guerra todos os dias; confirmou o uso de IA na produção do vídeo, sem desmentir ou confirmar detalhes adicionais.
  • Pesquisas apontam que a Tisza lidera por 8 a 12 pontos sobre o Fidesz na maioria dos levantamentos, embora analistas próximos ao governo digam que o partido no poder ainda está à frente; 23% dos eleitores acreditam que a Tisza levaria a Hungria à guerra.

Oposição húngara condena vídeo eleitoral do Fidesz com cena de execução fictícia. O ataque ocorre após o vídeo veiculado em redes sociais, em meio à campanha para as eleições parlamentares de 12 de abril em Budapeste. O material mostra uma menina chorando pendurada a uma janela e um soldado em uniforme húngaro sendo fuzilado, com tom de alerta político.

O líder da oposição, Peter Magyar, considerou o conteúdo nauseante e inaceitável, afirmando que ele envolve manipulação desumana. O Fidesz, partido do primeiro-ministro Viktor Orbán, sustenta que o tema é uma escolha entre guerra e paz, e acusa a oposição de favorecer a escalada do conflito.

O vídeo de 33 segundos foi publicado pela página do Fidesz em Budapeste. A legenda sugere que Bruxelas busca impor o conflito, enquanto o Fidesz defende a candidatura como opção segura. A peça não descarta o uso de inteligência artificial na produção das imagens.

Conteúdo do vídeo e tecnologia empregada

Gergely Gulyás, chefe de gabinete do governo, informou que mais de mil pessoas são mortas ou ficaram feridas diariamente na guerra na Ucrânia. Ele não negou que o vídeo tenha conteúdo gerado por IA, explicando que a tecnologia permite cenas realistas sem elenco.

Magyar já havia acusado um assessor próximo a Orbán de usar deepfake em campanha anterior. O líder oposicionista afirmou que registrou queixa criminal em outubro sobre uso de deepfake para prejudicá-lo.

Fatos adicionais indicam que a Fidesz tem usado vídeos com IA em meses recentes, alguns identificados como tal. A votação legislativa na UE deve exigir transparência sobre o uso de IA em conteúdos políticos.

Repercussões e cenários eleitorais

Uma pesquisa do 21 Research Center aponta que 23% dos eleitores achariam que Tisza levaria o país à guerra. Entre os eleitores de Fidesz, a adesão é maior; entre os apoiadores de Tisza, o índice é próximo de zero.

Em cenários de pesquisa, a Tisza aparece com vantagem entre eleitores indecisos, com margens de 8 a 12 pontos sobre o Fidesz em várias sondagens. Especialistas de institutos vinculados ao governo indicam liderança do Fidesz em alguns cenários.

A cobertura foi produzida por Anita Komuves, com edição de Kevin Liffey. As informações destacam o uso de IA em conteúdos eleitorais e o impacto nas dinâmicas da campanha, sem qualquer posicionamento político do veículo.

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