- Oposição na Hungria criticou vídeo de campanha do Fidesz que mostra uma menina chorando em uma janela, intercalado com cenas de execução de um pai em guerra; o material foi produzido com apoio de IA.
- Orban utiliza a eleição de 12 de abril para apresentar uma escolha entre “guerra e paz”, alegando que a Tisza, em conluío com a União Europeia, arrastaria a Hungria para a guerra na Ucrânia.
- O líder da Tisza, Peter Magyar, afirmou que o vídeo é “repugnante, imperdoável e ultrajante” e chamou a peça de manipulação desprovida de humanidade.
- O chefe de gabinete de Orban disse que mais de mil pessoas são mortas ou feridas gravemente na guerra todos os dias; confirmou o uso de IA na produção do vídeo, sem desmentir ou confirmar detalhes adicionais.
- Pesquisas apontam que a Tisza lidera por 8 a 12 pontos sobre o Fidesz na maioria dos levantamentos, embora analistas próximos ao governo digam que o partido no poder ainda está à frente; 23% dos eleitores acreditam que a Tisza levaria a Hungria à guerra.
Oposição húngara condena vídeo eleitoral do Fidesz com cena de execução fictícia. O ataque ocorre após o vídeo veiculado em redes sociais, em meio à campanha para as eleições parlamentares de 12 de abril em Budapeste. O material mostra uma menina chorando pendurada a uma janela e um soldado em uniforme húngaro sendo fuzilado, com tom de alerta político.
O líder da oposição, Peter Magyar, considerou o conteúdo nauseante e inaceitável, afirmando que ele envolve manipulação desumana. O Fidesz, partido do primeiro-ministro Viktor Orbán, sustenta que o tema é uma escolha entre guerra e paz, e acusa a oposição de favorecer a escalada do conflito.
O vídeo de 33 segundos foi publicado pela página do Fidesz em Budapeste. A legenda sugere que Bruxelas busca impor o conflito, enquanto o Fidesz defende a candidatura como opção segura. A peça não descarta o uso de inteligência artificial na produção das imagens.
Conteúdo do vídeo e tecnologia empregada
Gergely Gulyás, chefe de gabinete do governo, informou que mais de mil pessoas são mortas ou ficaram feridas diariamente na guerra na Ucrânia. Ele não negou que o vídeo tenha conteúdo gerado por IA, explicando que a tecnologia permite cenas realistas sem elenco.
Magyar já havia acusado um assessor próximo a Orbán de usar deepfake em campanha anterior. O líder oposicionista afirmou que registrou queixa criminal em outubro sobre uso de deepfake para prejudicá-lo.
Fatos adicionais indicam que a Fidesz tem usado vídeos com IA em meses recentes, alguns identificados como tal. A votação legislativa na UE deve exigir transparência sobre o uso de IA em conteúdos políticos.
Repercussões e cenários eleitorais
Uma pesquisa do 21 Research Center aponta que 23% dos eleitores achariam que Tisza levaria o país à guerra. Entre os eleitores de Fidesz, a adesão é maior; entre os apoiadores de Tisza, o índice é próximo de zero.
Em cenários de pesquisa, a Tisza aparece com vantagem entre eleitores indecisos, com margens de 8 a 12 pontos sobre o Fidesz em várias sondagens. Especialistas de institutos vinculados ao governo indicam liderança do Fidesz em alguns cenários.
A cobertura foi produzida por Anita Komuves, com edição de Kevin Liffey. As informações destacam o uso de IA em conteúdos eleitorais e o impacto nas dinâmicas da campanha, sem qualquer posicionamento político do veículo.
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