- 42% dos americanos disseram ter ouvido “muito” sobre os arquivos Epstein; 47% ouviram um pouco e 10% não ouviram nada.
- 69% afirmaram que as palavras que dizem que pessoas poderosas raramente são responsabilizadas descrevem bem ou muito bem a situação.
- 53% concordaram que os arquivos reduziram a confiança nos líderes políticos e empresariais do país.
- 75% acreditam que o governo ainda esconde informações sobre os supostos clientes de Epstein.
- 67% dos republicanos e 21% dos democratas disseram que a ideia de seguir em frente com o tema descreve bem o seu pensamento.
- A pesquisa via internet ouviu 1.117 adultos nos Estados Unidos, com margem de erro de três pontos percentuais.
O envio de milhões de registros sobre o falecido agressor sexual Jeffrey Epstein está agitando a política, os negócios e até a monarquia britânica, à medida que detalhes sobre as extensas relações sociais do financiador vêm à tona. O material, divulgado em parte em fevereiro, inclui informações que alimentam narrativas sobre poder e impunidade.
Pesquisadores destacam que o público percebe a elite como raramente responsabilizada e aponta para possíveis lacunas na divulgação de informações sobre clientes de Epstein. Em paralelo, autoridades britânicas anunciaram a detenção do irmão do rei Charles, o príncipe André, em relação a investigações que ganharam contorno após as revelações.
Resultados do levantamento
- 42% dos americanos afirmam ter ouvido muito sobre os arquivos de Epstein, 47% ouviram um pouco e 10% não ouviram nada.
- 69% concordam, em nível muito alto ou extremamente alto, que arquivos mostram que pessoas influentes raramente são responsabilizadas nos EUA.
- 53% dizem que os arquivos reduziram muito ou bastante a confiança em líderes políticos e empresariais do país.
- 75% acreditam que o governo ainda esconde informações sobre os supostos clientes de Epstein, que se declarou culpado em 2008 por procuraria prostituição de menor.
- Entre republicanos, 67% dizem que a ideia de seguir em frente sem discutir mais o tema descreve bem seus pensamentos; entre democratas, esse percentual é de 21%.
- A pesquisa foi realizada online, com 1.117 adultos nos EUA, entre 13 e 16 de fevereiro, com margem de erro de 3 pontos percentuais.
Contexto e desdobramentos
O material suscita discussões sobre transparência governamental e responsabilidade de figuras influentes. A divulgação ocorreu em meio a investigações em andamento e a cobertura de veículos internacionais, que associam redes de relacionamento a possíveis impactos políticos e comerciais.
Entidades envolvidas no levantamento apontam para percepções sobre confiabilidade institucional e sobre como o público atribui culpabilidade a elites. A Reuters/Ipsos enfatiza que os números refletem atitudes de uma parcela da população diante de novas informações.
Dados completos e metodologia foram detalhados pela Reuters/Ipsos, com foco em compreender a leitura pública sobre o tema. A apuração ocorreu entre consumidores de conteúdo digital em território norte-americano.
Fonte: Reuters/Ipsos, em Washington. Edição editorial adaptada para o fim de exposição jornalística.
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