- O presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu manter Guilherme Derrite na relatoria do projeto Antifacção, enviado pelo governo ao Congresso em outubro.
- Derrite é aliado do governador Tarcísio de Freitas, mas integrante da oposição na Câmara, o que gerou críticas da base governista de que o texto ficou “desfigurado”.
- Lindbergh Farias afirmou que a decisão é um “novo erro” ao manter Derrite na relatoria.
- O PT pretende votar favoravelmente à versão do Senado, que teve relatoria de Alessandro Vieira, aliado do governo, após revisão do texto.
- A oposição, representada pelo líder Cabo Gilberto Silva, celebrou a decisão de manter Derrite na relatoria. A votação do projeto está prevista para a próxima semana.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu manter Guilherme Derrite na relatoria do projeto Antifacção, encaminhado pelo governo ao Congresso em outubro. A escolha ocorre mesmo após críticas de aliados de Motta e de oposição.
Derrite, ex-Secretário de Segurança Pública de São Paulo e aliado do governador Tarcísio de Freitas, é visto pela base governista como opositor. A permanência dele na relatoria foi alvo de comentários de setores contrários à mudança promovida pelo parlamentar.
A relação entre o Parlamento e o governo ficou tensa na primeira passagem do texto pela Câmara, com acusações de que o projeto havia sido desfigurado. Lindbergh Farias, do PT, chamou a decisão de erro e apontou fragilidades no texto.
O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, afirmou que o Senado aprovou uma versão aperfeiçoada e que o texto do Senado deve ser votado. A bancada petista sinalizou apoio à versão revisada pelo Senado, considerada prioridade pelo governo.
Já a oposição comemora a decisão de manter Derrite na relatoria. Cabo Gilberto Silva, do PL da Paraíba, afirmou que Derrite reúne condições para seguir no cargo e criticou o governo pela politização da segurança pública.
Contexto e próximos passos
A escolha de Derrite gerou atritos entre o Palácio do Planalto e a direção da Câmara, alimentando especulações sobre eventuais mudanças no formato da relatoria. O texto segue para votações que ocorram na semana que vem.
Agora, deputados analisam as alterações feitas pelo Senado, com possibilidade de retomar a versão aprovada pela Câmara ou acolher as mudanças feitas pelos senadores. O desfecho depende de novas negociações entre as duas casas.
Entre na conversa da comunidade