- Chefes de cinco agências de inteligência europeias disseram a Reuters que é improvável um acordo de paz neste ano, com a Rússia aparentemente não buscando uma solução rápida e buscando alívio de sanções e negócios.
- As negociações mediadas pelos Estados Unidos ocorreram em Genebra nesta semana, em meio a descrições como “teatro de negociação” por parte de uma das autoridades.
- A Ucrânia afirma que quer fechar um acordo até junho, enquanto a avaliação europeia diverge da leitura da Casa Branca e do ex-presidente Donald Trump.
- Um ponto central é a exigência russa pela retirada de forças da porção restante de Donetsk; a Ucrânia não concorda em abrir mão de território.
- Observadores ressaltam riscos altos para a Rússia, com a economia sob pressão, sanções contínuas e custos de financiamento elevados, além de discussões sobre dois caminhos: guerra e acordos bilaterais com os Estados Unidos.
Oito de fevereiro, em Genebra, novas negociações mediadas pelos EUA entre Ucrânia e Rússia não avançaram em pontos-chave, segundo relatos de fontes europeias. Chefs de cinco serviços de inteligência europeus, que conversaram com a Reuters sob condição de anonimato, divulgaram pessimismo quanto a um acordo neste ano. França, Alemanha, Itália, Espanha e outros países participam do debate.
Segundo as fontes, Moscou não busca um acordo rápido e utiliza as conversas com Washington para pressionar por alívios de sanções e acordos comerciais. A reunião em Genebra, descrita como “teatro de negociação”, ocorreu nesta semana, sem avanço em questões centrais, como território e garantias de segurança. Ukraina afirma que pretende concluir o acordo até junho.
INTENSA DIPLOMACIA
Ucrânia e Rússia realizaram a terceira rodada de negociações mediadas pelos EUA em 2026, ainda sem solução para questões de território. Moscou quer retirada de tropas da porção oriental de Donetsk que ainda não está sob controle russo; Kyiv rejeita ceder esse território. Uma leitura entre linha aponta que ganhos territoriais poderiam não bastar para um acordo duradouro.
Equipe de segurança europeia destacou que há divergência entre Washington e as capitais europeias sobre a velocidade do processo. A presença de figuras americanas não diplomatas, como Steve Witkoff e Jared Kushner, é citada por autoridades europeias como fator de risco para a negociação. White House afirma que o esforço visa cessar os combates e alcançar a paz.
RISCOS E NECESSIDADES DE NEGOCIAÇÃO
Relatos indicam que Moscou pode buscar tratativas paralelas com Washington para acordos bilaterais que incluiriam sanções. Zelenskiy declarou que seus serviços de inteligência monitoram possíveis propostas de cooperação de alto valor. Analistas destacam que a economia russa enfrenta custos de financiamento elevados e restrições de mercado.
De acordo com fontes, a visão de que ceder Donetsk facilitaria a paz pode estar equivocada, segundo avaliação de parte das agências de inteligência. Observadores ressaltam a necessidade de coordenação mais eficaz entre Ocidente e Ucrânia para avançar nas negociações. Não houve comentários oficiais adicionais até o momento.
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