- A janela partidária começa em 6 de março; centrão avança no Congresso, com PSD passando de 42 para 47 cadeiras na Câmara, e Republicanos e Podemos ganhando quatro vagas cada, reduzindo espaço para PT e PL.
- A “ideologia elástica” do centrão permite que seus filiados atuem como base ou oposição; siglas como PSD, MDB, União Brasil e Republicanos já comandam ministérios no governo Lula.
- O PSD, liderado por Kassab, atrai lideranças regionais: em São Paulo, sete ex-PSDB migraram para a sigla e, no Rio Grande do Sul, 31 prefeitos se juntaram desde a chegada do governador Eduardo Leite.
- No Nordeste, governadores e prefeitos de peso fortalecem o movimento, com relatos de que Raquel Lyra, governadora de Pernambuco, impulsiona filiando mais nomes ao PSD.
- A disputa pelo Senado em São Paulo, com ministros do governo Lula no radar, acende expectativas sobre Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB); PSDB critica o que chama de canibalismo na base paulista.
O Centrão acelera mudanças partidárias antes da janela eleitoral, que abre em 6 de março. Deputados federais, estaduais, senadores e prefeitos já buscam novas siglas, com PSD, Republicanos, Podemos e PP à frente das adesões. PT e PL perdem espaços.
O PSD ampliou de 42 para 47 cadeiras na Câmara desde 2023. Republicanos e Podemos aparecem logo atrás, com quatro vagas adicionais cada. A variação é vista como reflexo da estratégia de controlar bases de apoio.
A evolução é explicada pela flexibilidade ideológica do Centrão, que permite composição com base ou oposição ao governo. PSD, MDB, União Brasil e Republicanos ocupam ministérios no governo Lula.
Liderança do PSD atrai lideranças locais
Sob a liderança de Kassab, o PSD mira lideranças regionais, como deputados estaduais e prefeitos. Em São Paulo, sete ex-PSDB e um ex-Cidadania se filiaram ao partido. No Rio Grande do Sul, 31 prefeitos ingressaram desde a entrada de Eduardo Leite na sigla.
Governadores e governantes fortalecem o “cartão de visitas” do partido. Raquel Lyra, em Pernambuco, atraiu o prefeito Joselito ao PSD; a sigla passa a comandar 76 prefeituras entre 185 no estado.
Aposta do Republicanos acompanha palanques
O Republicanos avança com quatro novas vagas, puxadas por Hugo Motta, presidente da Câmara, e pela senadora Damares Alves. Em novembro, Damares participou de filiação de novo quadro, sinalizando recrutamento para 2026.
No Senado, o PL mantém a liderança com 15 vagas, superando o PSD (14). Na Câmara, o partido chegou a 87 deputados, contra 99 em 2022, configurando queda relativa, mas com alinhamento entre alianças.
Cenário no Senado e especulações paulistas
A postulação de vagas no Senado em São Paulo desperta negociações entre ministres do governo. Marina Silva pode mudar de Rede para apoiar uma vaga no PT, PSB ou PSOL, enquanto Simone Tebet é expectativa para migração ao MDB.
PSDB critica o que chama de canibalismo entre siglas do centrão, ressaltando danos a um projeto nacional de centro. O partido pede cautela na cooptação de quadros em São Paulo.
A janela busca manter mandato, permitindo trocas sem perda de mandato para deputados, mantendo a liberdade de escolha dentro da regra vigente. A abertura é acompanhada de acusações de estratégias de bastidores.
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