- Bolsonaro decidiu lançar a deputada Carol de Toni (PL-SC) ao Senado, ao lado de Carlos Bolsonaro (PL).
- A decisão foi comunicada a aliados, incluindo Cabo Gilberto, que mencionou acordo entre Bolsonaro e Valdemar Costa Neto sobre as candidaturas.
- Carlos usou as redes para sinalizar apoio, postando foto sorrindo com Carol na Quarta-Feira de Cinzas.
- A chapa complicaria a reeleição do senador Esperidião Amin (PP) e atrapalharia o palanque do governador Jorginho Mello (PL) para atrair PP e União Brasil.
- O Progressistas avalia opções: manter o apoio ao PL, seguir sozinho ou apoiar adversário do PL, com possível tendência de apoiar João Rodrigues (PSD) conforme negociação local.
Em Santa Catarina, Jair Bolsonaro definiu a chapa ao Senado com Carol de Toni (PL-SC) na disputa e Carlos Bolsonaro (PL) na vice. A decisão foi comunicada a aliados próximos ao ex-presidente.
A indicação foi relatada por Cabo Gilberto (PL-PB), que esteve com Bolsonaro na Papudinha em 7 de fevereiro. Segundo ele, a definição ocorreu de forma soberana pelo político e pela liderança do PL, com base em acordo anterior com Valdemar Costa Neto.
Carlos Bolsonaro publicou, nas redes, uma imagem ao lado de Carol de Toni na Quarta-Feira de Cinzas, sinalizando a aliança entre os dois nomes para o Senado.
Desdobramentos na corrida catarinense
A composição deixa o senador Esperidião Amin (PP-SC) com dificuldades para reeleição, já que esperava apoiar Carlos ao lado do filho de Bolsonaro. Em 2026, dois senadores serão eleitos por Santa Catarina.
A estratégia do PL fica marcada pela dificuldade de obter apoio da federação com a possível parceria entre PP e União Brasil. O governador Jorginho Mello (PL) pretende reencontrar apoio para a reeleição.
O Progressistas avalia caminhos diferentes após a decisão: manter o acordo com o PL, seguir sozinho ou apoiar um adversário do próprio PL, com a opção de apoio ao PSD de João Rodrigues surgindo como possibilidade.
A tensão envolve também a federação entre partidos locais. O coordenador do União SC, deputado Fabio Schiochet, defende que o grupo deva opor-se ao PL, defendendo alinhamento com João Rodrigues (PSD) caso essa seja a orientação do governador.
A decisão de Bolsonaro pode ter repercussões nacionais, já que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) busca atrair PP e União Brasil para uma coligação, oferecendo espaço para nomes como Amin, caso seja necessária uma composição maior.
O Ammin, ainda pela defesa de reeleição, sinaliza que o PP deve consultar as bases caso Bolsonaro confirme Carol e Carlos na chapa, para alinhar apoio ao longo da campanha.
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