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Tudo piorou na Terra de No Other Land quase um ano após o Oscar

Mesmo com o Oscar, família de Hamdan Ballal sofre ataques de colonos em Masafer Yatta; violência e possível expulsão permanecem sob ocupação

Hamdan Ballal, frente a su casa en Susya, en el sur de Cisjordania, este martes.
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  • Hamdan Ballal, codiretor do documentário No Other Land, que ganhou o Oscar, enfrenta nova violência de colonos na região de Susya, no sul da Cisjordânia.
  • No último fim de semana, o irmão Mohamed Ballal foi agredido por um colonos-soldado e levado ao hospital, onde recebeu atendimento após dificuldades para respirar.
  • A família relata que colonos e militares continuam controlando a área, dificultando a vida de agricultores e impedindo que pastoreios ocorram, mesmo com decisões judiciais contra não residentes.
  • O documentário se passa em Masafer Yatta, área com mais de mil residentes sob ameaça de expulsão; Ballal afirma que o futuro é sombrio e que o exército pode isolar comunidades rapidamente.
  • Segundo Ballal, além da violência, o Oscar não protegeu a família; a casa recebe ameaças, e ele utiliza uma câmera de segurança e cães para monitoramento e proteção.

Hamdan Ballal, codiretor do documentário vencedor do Oscar No Other Land, revela que a vida na Cisjordânia piorou desde a premiação. O artista palestino denuncia agressão de colonos a sua família em Susya, no sul de Masafer Yatta, e aponta o endurecimento do controle militar na região.

Ballal afirma que a família vive sob constante intimidação. Em seu relato, colonos chegam a exigir documentos e a pressionar moradores para abandonar as terras. O documentário acompanha essa realidade de tensões recorrentes entre palestinos e colonos.

O caso destacado aconteceu no último domingo. O irmão de Ballal, Mohamed, de 34 anos, foi agredido por um colono-soldado próximo à casa da família. Mohamed precisou de atendimento médico e foi hospitalizado.

A agressão ocorreu após dois soldados chegarem ao local, conferirem documentos e tentarem expulsar moradores. Segundo Ballal, o agressor repetiu ordens de despejo, o que resultou na violência contra Mohamed, que ficou com dificuldades para respirar.

A família Ballal vive em Susia, área de Masafer Yatta sujeita a despejos legais de mais de mil moradores. O documentário revela o cotidiano de Ballal, de 37 anos, e o desafio de permanecer na região diante da pressão territorial.

O caso envolve também o agressor identificado como Shem Tov Luski, o mesmo jornal que havia atacado Ballal após a cerimônia do Oscar, em Los Angeles. Segundo relatos, houve conflito entre moradores, soldados e colonos durante a intervenção.

No acolhimento da casa, a mãe de Ballal, Hamdi, prepara labne para a família. Ela descreve uma rotina marcada pela vigilância constante e pela sensação de vulnerabilidade, mantendo a esperança na vida na terra.

A família sustenta que as ações de colonos e forças de segurança elevam o risco diário. Além da violência, fontes locais indicam que veículos de emergência tiveram dificuldades de acesso a áreas atingidas recentemente.

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