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Trump celebra mês da História Negra enquanto evita acusações de racismo

Trump celebra o Mês da História Negra ao exaltar assessores negros e negar racismo, em meio a críticas a políticas de diversidade

U.S. President Donald Trump speaks during a Black History Month reception at the White House in Washington
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  • O presidente Donald Trump celebrou 100 anos de Black History Month em a Casa Branca, destacando oficiais negros da administração e rejeitando acusações de racismo.
  • O discurso elogiou o senador Tim Scott, Scott Turner, Ben Carson e Alice Johnson, e afirmou que em 2024 houve mais eleitores afro-americanos que qualquer candidato republicano na história.
  • O evento ocorreu após uma polêmica envolvendo uma postagem racista no perfil de Trump sobre Barack e Michelle Obama, que foi deletada após críticas; Scott chamou o vídeo de racista.
  • Defensores de direitos civis dizem que as políticas de diversidade podem ser cortadas, o que poderia apagar décadas de avanços, enquanto a Casa Branca nega e acusa a imprensa de “fake outrage”.
  • Trump destacou reformas criminais de seu primeiro mandato e políticas de imigração rígidas, encerrou desejando “um século da história negra” e elogiando o apoio de figuras negras.

O presidente Donald Trump participou, nesta quarta-feira, de uma cerimônia na Casa Branca para marcar cem anos de Black History Month. O evento reuniu cerca de 100 convidados, com discurso centrado em o que ocorreu e quem o apoiou.

Trump destacou oficiais negros de sua gestão e negou acusações de racismo, apontando que o país tem espaço para mais avanços. O discurso elogiou figuras negras que trabalham no governo e na administração.

A cerimônia ocorreu em meio a críticas a políticas de diversidade, equidade e inclusão da administração. A oposição sustenta que as medidas foram desmanteladas nos últimos meses, o que gerou descontentamento entre defensores de direitos civis.

O evento também ocorreu quase duas semanas após a repercussão de uma postagem publicada pelo próprio Trump nas redes sociais. A publicação apresentava uma imagem com conotação racial envolvendo o ex-presidente Barack Obama e a primeira-dama Michelle Obama, que foi posteriormente removida.

Entre os presentes, estiveram o senador Tim Scott, de Carolina do Sul, que elogiou a participação de figuras negras na gestão. Também falaram o secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Scott Turner, e o ex-candidato à presidência Ben Carson, atual secretário de gabinete.

Alice Johnson, encarregada de clemências na Casa Branca, recebeu elogios do presidente, que já havia lhe concedido um perdão em 2020. Trump comentou de modo positivo a atuação de Johnson durante o evento.

Durante o encontro, Trump reiterou avanços em reformas do sistema de justiça criminal iniciados em seu primeiro mandato. Também mencionou políticas de controle de imigração, ressaltando resultados recentes.

O presidente citou, ainda, a relação de tantos anos com personalidades negras de destaque e apontou a presença de uma beneficiária de uma ação judicial que aconteceu em 2017 para ilustrar sua linha de governo.

Após a morte de Jesse Jackson, líder dos direitos civis, Trump divulgou imagens dele ao lado de Jackson e de outras personalidades negras, destacando apoio contínuo a aliados. O evento encerrou com um tom de celebração da história e do futuro.

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