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Thaci defende inocência antes de decisão do Haia sobre crimes de guerra

Thaci afirma inocência em Haia e diz que justiça não pode punir os inocentes; veredito deve sair em até três meses

Demonstrators wave flags at a protest in support of former Kosovo President Hashim Thaci and other former Kosovo Liberation Army (KLA) members, who are on trial for war crimes at a court in the Netherlands as Kosovars celebrate the 18th anniversary of independence, in Pristina, Kosovo, February 17, 2026. REUTERS/Florion Goga
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  • O ex-presidente do Kosovo, Hashim Thaci, disse a juízes em Haia que a justiça não pode ser feita perseguindo inocentes, antes do veredito esperado em até três meses.
  • Thaci e mais três ex-comandantes da Kosovo Liberation Army são acusados de perseguição, assassinato, tortura e desaparecimentos forçados durante e após a upris­ing de 1998-99.
  • Eles negam todas as acusações.
  • A promotoria pediu uma sentença de quarenta e cinco anos de prisão para Thaci e os outros réus.
  • O conflito deixou mais de 13 mil mortes, em sua maioria entre albaneses kosovares, e líderes da KLA são vistos como heróis por muitos, com protests de apoio aos réus ocorrendo em Pristina.

O ex-presidente do Kosovo Hashim Thaci afirmou nesta quarta-feira, em The Hague, que a justiça não pode ser feita apenas processando inocentes. Ele fez as declarações ao apresentar sua defesa no julgamento por crimes de guerra.

Thaci e mais três comandantes da OLA (Exército de Libertação do Kosovo) são acusados de perseguição, assassinato, tortura e desaparecimentos forçados durante e logo após o levante de 1998-1999. Eles negam todas as acusações.

Thaci disse que “a justiça para as vítimas não pode ser honrada processando inocentes” e que a reconciliação não ocorre com acusações seletivas por base étnica. O veredito é esperado em até três meses.

O que está em jogo

Os defensores afirmam não haver evidência direta que ligue Thaci a crimes específicos, e dizem que há provas insuficientes para vincular o ex-líder de o KLA a outros comandantes. A promotoria pede condenação de 45 anos de prisão.

Entre 1998 e 1999, mais de 100 oponentes políticos e suspeitos de colaboração com as forças serbias teriam sido mortos. Centenas teriam sido abusadas em cerca de 50 campos sob controle do KLA.

Thaci, com 57 anos, e os três coacusados — Jakup Krasniqi, Kadri Veseli e Rexhep Selimi — foram presos em 2020 e enviados ao tribunal especial de crimes de guerra em The Hague.

Mais de 13 mil pessoas, a maioria albaneses do Kosovo, teriam morrido no auge do conflito, quando o Kosovo era ainda uma província da Sérvia. Militares sérvios reagiram duramente contra a população albanesa.

Manifestantes pró-KLA lotaram Pristina na terça-feira, em apoio aos ex-comandantes, refletindo divisões ainda presentes no país. O caso segue acompanhando o debate sobre memória e justiça.

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