- 85 Estados-membros da ONU condenaram, em declaração conjunta, as medidas de Israel para ampliar sua presença na Cisjordânia ocupada.
- A condenação ocorreu após Israel aprovar plano para facilitar o controle de terras administradas pela Autoridade Palestina sob os Acordos de Oslo.
- No fim de semana, houve aprovação de registro de terras na Cisjordânia como propriedade do Estado.
- Os países disseram que as medidas alterariam a composição demográfica, a natureza e o estatuto do território ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, e defenderam a revogação imediata.
- O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou as intenções como ilegais e pediu a reversão; a ONU, árabes e a União Europeia já haviam condenado as medidas.
Oitenta e cinco Estados-membros das Nações Unidas condenaram, em uma declaração conjunta, as medidas adotadas por Israel para ampliar sua presença na Cisjordânia ocupada. A nota acusa as ações de violarem o direito internacional e de buscar ampliar o controle no território palestino.
A declaração, publicada nesta terça-feira, envolve membros de diversas regiões, incluindo França, China, Arábia Saudita e Rússia, além de organizações como a União Europeia e a Liga Árabe. O texto ressalta a rejeição a qualquer forma de anexação e cobra a revogação das medidas.
Segundo o documento, os países afirmam que as ações israelenses alterariam a demografia, a natureza e o estatuto da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, comprometendo a paz e a estabilidade na região. As medidas são apontadas como prejudiciais à perspectiva de um acordo duradouro.
Reações internacionais
No fim de semana, o governo de Israel aprovou um plano para facilitar o controle de terras administradas pela Autoridade Palestina, segundo acordos de Oslo, em vigor desde a década de 1990. Na semana anterior, outro movimento semelhante foi autorizado para registrar áreas como propriedade do Estado.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou as intenções como ilegais e pediu que sejam revertidas. Diversos governos árabes e a União Europeia já tinham se posicionado contra as medidas na semana passada, reforçando a pressão internacional sobre a questão.
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