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Famílias de presos políticos fazem greve de fome em Caracas

Mulheres familiares de presos políticos seguem greve de fome em Caracas após 96 horas, exigindo libertação; uma desmaiou e houve críticas à assistência estatal

Relatives of detainees rest as they enter their third day of a hunger strike after the National Assembly of Venezuela postponed debate on an amnesty bill, outside the National Police Zone 7 detention centre in Caracas, Venezuela, February 16, 2026. REUTERS/Gaby Oraa
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  • Grupo de mulheres familiares de presos políticos venezuelanos completou 96 horas em greve de fome perto de uma unidade policial em Caracas, exigindo a libertação dos detidos.
  • Uma das dez mulheres que iniciaram a greve às 6h de sábado desmaiou na segunda-feira e foi levada a hospital de táxi, devido à falta de ambulâncias, segundo a ONG Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos.
  • A ONG afirmou que a indiferença do Estado coloca em risco a vida das manifestantes e dos presos que também participam da greve dentro da delegacia da Polícia Nacional Bolivariana, na Zona 7.
  • A greve, iniciada na sexta-feira, já passa de 120 horas; policiais teriam impedido a entrada de soro para os presos sem explicação.
  • No local, há um quadro com informações sobre a greve e a faixa “Liberdade para todos”; 17 detidos foram libertados na Zona 7 no sábado, conforme o presidente do parlamento.

Um grupo de mulheres, ligadas a presos políticos venezuelanos, iniciou uma greve de fome nos arredores de uma unidade policial de Caracas. A ação começou no sábado pela manhã, e já completa 96 horas de protesto, com foco na libertação dos detidos.

Uma das participantes desmaiou na segunda-feira e foi levada para um hospital de táxi, devido à falta de ambulâncias disponíveis, segundo o ativista Diego Casanova, da organização Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos.

A ONG informou ainda que a indiferença do Estado coloca em risco a vida das manifestantes e dos presos que também participam da greve de fome. O protesto ocorre na Zona 7 da Polícia Nacional Bolivariana, próxima a onde as mulheres acampam.

No local, há um quadro com dados da greve e uma faixa com o lema pela libertação dos presos. As participantes têm entre 23 e 46 anos e permanecem deitadas sobre colchões.

A motivação envolve o não cumprimento de promessas do presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, que afirmou em 6 de fevereiro que todos os presos seriam libertados assim que a lei de anistia fosse aprovada, com expectativa de ocorrer até sexta-feira.

No sábado, o parlamento informou a libertação de 17 detidos na Zona 7, em meio ao aceso debate sobre o processo de anistia, que é encarado como parte de um novo momento político anunciado pela presidente Delcy Rodríguez.

O contexto político envolve a continuidade de negociações e decisões administrativas na Venezuela, em meio a relatos de tensões entre o governo e a oposição, com impactos sobre a ocupação de espaços públicos e sobre os direitos de defensores e presos.

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