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EUA planejam portal online para contornar bloqueios de conteúdo na Europa e além

Portal freedom.gov buscará contornar censura europeia, oferecendo acesso a conteúdo banido; mira reforçar liberdades digitais, porém pode tensionar relações com aliados

People use social media on their mobile phones in Arinaga, on the island of Gran Canaria, Spain, February 3, 2026. REUTERS/Borja Suarez/File Photo
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  • O Departamento de Estado dos EUA está desenvolvendo um portal online, previsto para o site freedom.gov, para permitir que pessoas na Europa e em outras regiões vejam conteúdos bani dos governos locais, incluindo suposta propaganda de ódio e terrorismo.
  • Uma função de rede virtual privada (VPN) foi discutida pelos interlocutores para simular origem do tráfego nos EUA, com alegação de não rastrear a atividade do usuário.
  • O projeto, chefiado pela subsecretária de Diplomacia Pública, estava previsto para ser apresentado na conferência de segurança de Munique, mas foi adiado, segundo as fontes.
  • Funcionários do Departamento de Estado, incluindo advogados, teriam levado a público preocupações sobre o plano, sem detalhar os pontos específicos.
  • A iniciativa pode tensionar ainda mais as relações com aliados tradicionais na Europa e colocaria os EUA em posição de incentivar cidadãos a descumprirem leis locais, conforme leitura de especialistas.

O Departamento de Estado dos EUA está desenvolvendo um portal online que permitirá a pessoas na Europa e em outras regiões acompanhar conteúdos banidos pelos governos locais, incluindo suposta propaganda de ódio e de terrorismo. O site, chamado freedom.gov, seria uma ferramenta para contornar censuras, segundo três fontes familiarizadas com o plano. Há relatos de possível função VPN para mascarar a origem do tráfego, sem registro de atividade do usuário.

O projeto é chefiado pela Subsecretária de Diplomacia Pública, Sarah Rogers, e aguardava lançamento na (Munich Security Conference), mas houve atraso. Não ficou claro o motivo, embora funcionárias do Departamento, incluindo advogados, tenham levantado preocupações não detalhadas sobre o tema.

O novo portal pode acirrar tensões entre a gestão Trump e aliados tradicionais na Europa, já envoltas em disputas comerciais e divergências sobre a guerra na Ucrânia. Também pode colocar Washington na posição de incentivar cidadãos a violarem leis locais.

Detalhes do plano e reações

O porta-voz do Departamento de Estado disse que não existe um programa específico de contorno de censura para a Europa, mas afirmou que a liberdade digital é prioridade e inclui tecnologias de privacidade e contorno de censura como VPNs. Afirmou ainda que não houve atraso no anúncio oficial e negou as preocupações levantadas.

Especialistas ou ex-funcionários citados por fontes ressaltaram que a proposta é vista por alguns como um desafio direto às regras da UE. A ideia de facilitar o acesso a conteúdos banidos contrasta com práticas europeias de remoção rápida de conteúdos considerados ilegais.

Arguimentos sobre o tema também aparecem no contexto das relações entre EUA e Europa, com críticas a políticas de combate à desinformação e de proteção de discurso político. A UE tem regras que exigem remoção de conteúdo associado a terrorismo ou discurso de ódio, especialmente em plataformas grandes.

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