- A notícia envolve uma queixa de uma inspectora contra o então diretor operacional da Polícia Nacional, José Ángel González, por suposta agressão sexual; o caso foi admitido pelo Juizado de Violência sobre a Mulher número oito, de Madrid.
- A acusação afirma que houve agressão com penetración e coações diretas e indiretas por outros altos cargos para que a vítima não denunciasse.
- González pediu demissão às 21h30 de ontem, cerca de duas horas depois de o sindicato majoritário, JUPOL, cobrar que não permanecesse no cargo.
- Representantes sindicais adotaram tom cauteloso: aguardam as declarações da inspectora e de González e enfatizam a proteção da vítima sem prejuízo à presunção de inocência.
- O SUP, o SPP e a UFP defenderam o due process, a prudência e a preservação da imagem da instituição, ressaltando que, se comprovados os fatos, devem ser tomadas as responsabilidades cabíveis.
O ex-diretor operativo da Polícia Nacional da Espanha, José Ángel González, enfrenta uma denúncia por agressão sexual apresentada por uma inspectora com quem mantinha relação. A queixa foi recebida pelo Juzgado de Violencia sobre la Mujer Número 8 de Madrid e admitida a trámite ontem. O caso gerou choque entre os 76.700 agentes da corporação, segundo relatos de integrantes das forças.
Conforme os primeiros detalhes tornados públicos, a acusação sustenta que houve agressão sexual com penetración e coações exercidas por outros altos cargos da polícia para evitar a denúncia. González apresentou-se para enfrentar o processo e renunciou ao cargo por volta das 21h30, cerca de duas horas após o sindicato maioritário JUPOL ter exigido a saída imediata do diretor adjunto operacional, cargo de maior importância dentro da hierarquia da instituição, logo abaixo do diretor geral.
A investigação ainda está na fase inicial. A inspetora e González devem prestar depoimento no tribunal. Representantes sindicais destacam a necessidade de apuração rigorosa e de preservar a presunção de inocência, buscando equilibrar a proteção à vítima com o devido processo. Ao mesmo tempo, reforçam o compromisso com a integridade institucional e a pronta depuração de responsabilidades, caso comprovados os fatos.
Reação dos sindicatos e próximos passos
Líderes de sindicatos defendem a proteção da vítima e a transparência no andamento da apuração. A SUP, em defesa da responsabilidade institucional, pediu que a investigação transcorra sem interferências. Já o SPP enfatizou o respeito ao procedimento judicial e rejeitou julgamentos paralelos antes do esclarecimento dos fatos. Empresas representantes reiteraram a necessidade de manter a imagem da polícia e o respeito aos cidadãos.
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