- Ruth Machado dos Santos, servidora da Receita Federal em Santos, é alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal e é investigada por supostos acessos indevidos a dados fiscais de familiares de ministros do STF.
- A suspeita envolve acesso a dados da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci; a defesa nega qualquer acesso ilegal ou vazamento.
- O advogado da servidora, Diego Scarpa, afirma que ela tem 32 anos de serviço público e prática uma atuação exemplar, sem histórico de conduta disciplinar.
- Scarpa ressalta que Ruth não teria motivação partidária e não envolve nenhum alinhamento político, reforçando seu caráter apartidário.
- A defesa divulgou nota destacando a dedicação à ética, ao sigilo funcional e à proteção de dados, confiando que a apuração demonstrará que não houve infração penal.
O que aconteceu: uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal atingiu Ruth Machado dos Santos, servidora da Receita Federal em Santos (SP), entre outros três funcionários. A ação foi realizada nesta semana, em investigação sobre possível acesso e vazamento de dados fiscais de familiares de ministros do STF.
Quem está envolvido: além de Ruth, foram citados mais três servidores. A PF investiga a possibilidade de acessos indevidos a dados fiscais e eventual vazamento. A defesa de Ruth contesta as suspeitas e afirma que a funcionária atua com discrição e de forma apartidária.
Quando e onde: a operação ocorreu em Santos, no estado de São Paulo, e foi anunciada na imprensa nesta semana. Ruth é cedida pela Previdência Social para o INSS, permanecendo lotada na prática como funcionária da Receita Federal.
Defesa sustenta conduta apartidária e correta
O advogado de Ruth, Diego Scarpa, afirma que ela tem 32 anos de serviço público e nunca respondeu a procedimentos disciplinares. Segundo ele, a servidora não teria motivação política para qualquer possível constrangimento de magistrados.
Scarpa ressalta que Ruth não possui vínculo político-partidário e atua estritamente dentro da legalidade. A defesa destaca ainda que a apuração deverá respeitar o devido processo legal, com ampla defesa e contraditório.
A defesa também nega qualquer acesso ilegal ou vazamento de dados, reiterando que a profissional atua de forma técnica e apartidária, sem alinhamentos político-ideológicos. A apuração deve esclarecer os fatos e demonstrar a conduta da servidora.
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