- A 1ª reunião do Board of Peace dos EUA está marcada em Washington; Cambodja, Indonésia e Vietnã devem participar, enquanto outros países da região ficam de fora.
- A Indonésia, através do presidente Prabowo Subianto, participará e ofereceu até 8 mil tropas para missões de paz em Gaza, com 1.000 prontas até abril.
- O Vietnã também deve enviar o secretário-geral To Lam; o país busca ampliar relações com os EUA e fechar detalhes de acordos comerciais.
- Na Malásia, a Comissão Anticorrupção é alvo de acusações de corrupção em uma investigação da Bloomberg; o caso envolve supostos casos de extorsão empresarial e shareholding de funcionários públicos.
- Nas Filipinas, o governo vai apresentar acusações administrativas e possivelmente criminais pelo naufrágio do ferry M/V Trisha Kerstin 3, que deixou dezenas de mortos e desaparecidos.
A Southeast Asia Brief analisa a região enquanto o Board of Peace de Donald Trump se reúne pela primeira vez em Washington. Participam Cambodia, Indonésia e Vietnã; os demais países da região variam de posição. O objetivo é discutir paz e cooperação sob a iniciativa norte-americana.
Na Indonésia, o presidente Prabowo Subianto vai comparecer ao encontro e já sinalizou a disposição de enviar até 8 mil tropas para missões de paz em Gaza. Simultaneamente, o país estuda ampliar a participação com envio inicial de cerca de 1 mil efectivos até abril.
A ideia de paz indonésia inclui a defesa de missões humanitárias e o treinamento de forças locais. No entanto, críticas internas mencionam riscos para a diplomacia não alinhada e para a relação com a causa palestina, que é sensível no país.
Repercussões regionais e próximos passos
O Vietnã confirma a presença de To Lam no encontro; ele retorna de uma gestão recém renovada e buscará acordos comerciais com Washington. Hun Manet, primeiro-ministro do Camboja, também vai participar, fortalecendo laços com os EUA após tensões recentes.
Otimismo e cautela marcam a resposta de países como Filipinas, que foi convidada, mas ainda não respondeu. Malásia e Singapura adotam postura mais reticente, enquanto a Tailândia formou uma coalizão governista, com avaliação ainda em curso sobre a adesão ao Board.
Em paralelo, o noticiário regional inclui casos de governança: na Malásia, a MACC enfrenta acusações de corrupção envolvendo supostos conluio com empresários para forçar acordos. O governo nega irregularidades e promete apuração interna.
No arquipelago, as atenções se voltam para o governo filipino, que planeja apresentar acusações administrativas e possivelmente criminais relacionadas ao naufrágio do ferry M/V Trisha Kerstin 3, ocorrido em 26 de janeiro, com dezenas de mortos e dezenas de desaparecidos. A operação envolve cadeia de responsabilização de empresa operadora, autoridades portuárias e guarda costeira.
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