- Desfile da Acadêmicos de Niterói homenageou Lula com enredo sobre a trajetória do presidente no domingo, 15 de fevereiro, na Sapucaí.
- oposição afirma que houve propaganda eleitoral antecipada; o TSE negou liminar para proibir o desfile, mas alertou para possíveis crimes eleitorais em prática na avenida.
- Partido Novo informou que acionará a Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade de Lula; outros parlamentares prometem ações legais contra o ato.
- Deputados Nikolas Ferreira e Zucco criticaram decisões e pediram apuração sobre uso de recursos públicos e possível abuso político; o senador Sergio Moro classificou o evento como abuso de poder.
- Lula publicou mensagem agradecendo o apoio e comentou a participação, acompanhado pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, e pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, no camarote da prefeitura.
O desfile da Acadêmicos de Niterói no Sambódromo da Marquês de Sapucaí causou reação da oposição ao governo. Com o enredo Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil, a escola contou a trajetória do presidente em homenagem realizada neste domingo, 15, no Rio de Janeiro. A apresentação ocorreu durante o Carnaval, em evento aberto ao público e transmitido pela imprensa.
Críticos entre parlamentares de oposição contestaram a natureza da homenagem, alegando propaganda eleitoral antecipada. Ao longo das últimas semanas, houve ao menos dez ações na Justiça e no Tribunal de Contas da União questionando o tema do desfile. Mesmo com a decisão do TSE de não proibir a passarela, magistrados sinalizaram que condutas no evento poderiam configurar crime eleitoral.
Parágrafo de contextualização adicional: a oposição sustenta que houve uso de recursos públicos e propaganda política disfarçada de cultura popular, enquanto defensores da escola afirmaram tratar-se de celebração cultural e histórica da trajetória do presidente. O tema também gerou ataques e defesas entre apoiadores e críticos, ampliando o debate político durante o Carnaval.
Contornos legais e reações
O Novo pretende acionar a Justiça Eleitoral para requerer a inelegibilidade de Lula, segundo o presidente da sigla, Eduardo Ribeiro, que descreveu a campanha como intempestiva e financiada com dinheiro público. O senador Flávio Bolsonaro também criticou o desfile e informou que avaliaria ações na Justiça contra o governo e a organização da escola de samba.
O deputado Nikolas Ferreira anunciou a possibilidade de ajuizar ações de improbidade administrativa contra Lula e a Acadêmicos de Niterói, caso haja registro de candidatura. Ele ainda afirmou que, se houver registro de candidatura, deverá ingressar com ação de abuso de poder político e econômico. O deputado Zucco defendeu apuração sobre possível abuso político e uso de recursos públicos, mencionando ainda questionamentos sobre liberdade religiosa.
Senadores e representantes de outras siglas também se pronunciaram. O ex-juiz Sergio Moro descreveu o desfile como abuso de poder, comparando o espetáculo a regimes autoritários. Em resposta, Lula publicou uma mensagem em redes sociais destacando a participação no Carnaval e enaltecendo o encontro com outros clubes do Rio, sem emitir julgamentos no texto.
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