- o conservador Leo Brent Bozell iii chegou à África do Sul para assumir como embaixador dos EUA e buscar melhorar as relações entre os dois países.
- ele deve apresentar credenciais ao presidente Cyril Ramaphosa antes de oficialmente tomar o posto.
- as relações entre Washington e Pretória se deterioraram no último ano, com críticas de líderes dos EUA à suposta perseguição à minoria branca sul-africana, além de questões ligadas a Rússia, China, tarifas e cortes de ajuda.
- Bozell afirmou que priorizará pressionar pela retirada do caso de genocídio contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça, defender o programa de refugiados dos EUA para brancos sul-africanos e promover interesses comerciais.
- a África do Sul não tem embaixador em Washington desde a expulsão do último representante da gestão anterior, segundo a leitura de autoridades sul-africanas.
O enviado de Donald Trump para a África do Sul, Leo Brent Bozell III, chegou à África do Sul para buscar a melhoria das relações entre os dois países. Bozell desembarcou nesta segunda-feira e deverá apresentar credenciais ao presidente Cyril Ramaphosa antes de assumir o posto.
A relação entre Washington e Pretória tem se deteriorado nos últimos meses. O governo americano acusa a África do Sul de perseguir a minoria branca, critica seus vínculos com a Rússia e a China, aplica tarifas elevadas e reduziu a ajuda externa.
Bozell foi indicado por Trump para chefiar a embaixada, em um momento de tensões diplomáticas. O país norte-americano rompeu relações com o seu último embaixador em Washington, que foi expulso no governo anterior.
Objetivos e posições
Bozell afirmou, em audiência no Senado, que conduzirá a missão com respeito ao povo sul-africano e enxerga possibilidades de parceria estável, mesmo diante de divergências.
Entre as prioridades, o indicado mencionou pressionar pela participação da África do Sul em um caso de alegação de genocídio contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça, além de apoiar o programa de refugiados do governo dos EUA para brancos sul-africanos e promover interesses comerciais.
Essa agenda pode ampliar o atrito com o governo de Pretória, que vê a defesa de direitos palestinos como pilar de sua política externa. Israel nega o genocídio e afirma que as acusações sul-africanas não passam de alegação infundada.
Pretória rejeita a ideia de que a minoria branca sofra perseguição e já indicou que não interferirá nos planos dos EUA para refugiados. O país não tem embaixador em Washington desde a expulsão do anterior por parte do governo Trump.
Trajetória de Bozell
Bozell iniciou a carreira política no National Conservative Political Action Committee, durante a década de 1980, quando se opôs ao envolvimento dos EUA com o ANC, por vê-lo alinhado à União Soviética na época.
Hoje, ele é fundador do Media Research Center, organização conservadora de fiscalização da mídia, e lidera a organização ForAmerica, de atuação de direita.
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