- O senador Flávio Bolsonaro anunciou que acionará rapidamente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a homenagem a Luiz Inácio Lula da Silva realizada pela Acadêmicos de Niterói no desfile da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
- A crítica de Bolsonaro envolve alegada propaganda antecipada e uso de recursos públicos para ataques pessoais à família, em referência à ala descrita como “famílias em lata de conserva”.
- Parlamentares de oposição também contestaram a alegoria, chamando-a de ataque à família tradicional e desrespeito à fé cristã, com posicionamentos de figuras como Nikolas Ferreira, Carol de Toni, Damares Alves e Sergio Moro.
- O Tribunal Superior Eleitoral já rejeitou, na quinta-feira anterior, a liminar de novo e deputado Kim Kataguiri para proibir o desfile; o relator afirmou que não cabe censura prévia.
- Além disso, o Novo apresentou representação no Tribunal de Contas da União para tentar impedir repasse de R$ 1 milhão da Embratur à escola de samba, mas o ministro relator negou a suspensão, e ações de Damares Alves e Kataguiri foram rejeitadas pela Justiça Federal.
Flávio Bolsonaro anunciou que vai acionar o TSE de forma rápida após a homenagem à Lula durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, no último domingo. A ação envolve críticas a suposta propaganda antecipada e uso de recursos públicos para ataques a Bolsonaro e à família.
Diversos parlamentares reagiram, associando a alegoria a uma intimidação à chamada família cristã conservadora. Descrições sobre as “famílias em lata de conserva” foram citadas como alvo de ironia no enredo apresentado pela escola de samba.
Entre os críticos públicos estão o deputado Nikolas Ferreira, a deputada Carol de Toni e a senadora Damares Alves, todos apontando violação a valores conservadores e fé religiosa. As manifestações ocorreram em publicações nas redes sociais.
O senador Sergio Moro também comentou o caso, afirmando que o desfile teve viés político explícito e comparando a homenagem a uma prática de culto à personalidade. Influenciadores de direita divulgaram notas de repúdio à utilização do Carnaval para militância.
Nesta semana, o deputado Filipe Barros informou que protocolará no TSE uma ação contra o desfile. O TSE já havia rejeitado, na quinta-feira anterior, uma tentativa de censura prévia apresentada pelo Novo e por Kim Kataguiri para impedir o desfile.
A ministra Estela Aranha, relatora do caso no TSE, explicou que não cabe censura prévia e que eventuais irregularidades devem ser avaliadas posteriormente. O tribunal ainda não definiu desdobramentos formais sobre o conteúdo do desfile.
Paralelamente, o Novo protocolou representação no Tribunal de Contas da União para impedir o repasse de R$ 1 milhão da Embratur à escola, mas a recomendação técnica foi pela suspensão, e o relator negou o pedido. Ações de senadores também foram movidas contra o presidente, com decisões judiciais divergentes.
Enredo da escola exaltou Lula e traçou trajetória desde a infância no Nordeste até a presidência, destacando ações do governo petista. A ala das “latas de conserva” representou, segundo os organizadores, a crítica aos chamados pensamentos engessados e valores conservadores.
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