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Epstein simpatizava com Kavanaugh durante confirmação ao STF, indicam e-mails

Emails mostram Epstein apoiando Kavanaugh na sabatina e sugerindo linha duro contra Christine Blasey Ford, enquanto monitorava o processo judicial

Then-supreme court nominee Brett Kavanaugh at a Senate judiciary committee hearing on Capitol Hill in Washington DC on 27 September 2018.
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  • Em 2018, Jeffrey Epstein disse sympathize com Brett Kavanaugh durante a sabatina de confirmação à Suprema Corte e sugeriu que os republicanos deveriam ter sido mais duros com Christine Blasey Ford.
  • Documentos do Departamento de Justiça mostram que Epstein acompanhava de perto a sabatina e acreditava que a acusação de Ford poderia atrapalhar o processo.
  • Em mensagens, Epstein descreveu Ford de forma crítica e afirmou que a acusação poderia vir com lágrimas e “fatos sombrios”, comparando com “habilidades especiais” que, na visão dele, seriam usadas no depoimento.
  • Epstein também questionou a escolha da procuradora que iria cross-examinar Ford, classificando-a como erro “crasso” e sugerindo perguntas que, segundo ele, deveriam ter sido feitas.
  • Não há evidência de que Kavanaugh conhecesse Epstein, mas Epstein manteve contato frequente com Kenneth Starr, ex-polo de investigação, que teve papel central no acordo de Lenny Epstein.

Jeffrey Epstein simpatizou com Brett Kavanaugh durante a sabatina que definiu a indicação ao Supremo, em 2018, e chegou a sugerir que os Republicanos deveriam ter sido mais duros com Christine Blasey Ford, acusadora de agressão sexual.

Segundo mensagens enviadas ao Departamento de Justiça, Epstein monitorava de perto a tramitação e acreditava que a denúncia de Ford poderia atrapalhar o processo. Em 22 de setembro de 2018, ele comentou que já ocupou a cadeira de Kavanaugh e citou um possível desfecho em novembro.

Epstein classificou a audiência de julgamento como uma armadilha, antevendo que Ford poderia apresentar acusações contundentes e relatos dramáticos. Afirmou ainda que houve a suposta trajetória de ansiedade e trauma associada à suposta agressão.

Desdobramentos e interlocutores

Em mensagens de 27 de setembro de 2018, Epstein criticou a escolha de uma procuradora para trabalhar com Ford, considerando-a um erro grave. Perguntas que ele sugeria abordar a Ford incluíam histórico familiar de ansiedade e detalhes sobre o quarto onde o suposto ocorrido teria acontecido.

Ford, professora de psicologia, descreveu perante o Senado, em 26 de setembro de 2018, que Kavanaugh a teria agarrado e tentado despir-se em uma reunião em 1982. Kavanaugh negou as acusações; o comitê considerou uma peça de oposição a ser questionada por uma Procuradora chamada para cruzar as testemunhas.

A correspondência também aponta que Epstein via frequentemente Starr, ex-procurador-geral e responsável pela investigação de Clinton, como figura central. Starr foi quem ajudou Epstein a obter acordo de plea em 2008, evitando acusações de tráfico sexual.

Conexões entre Epstein, Starr e a indicação

Entre agosto de 2018, Epstein trocou mensagens com Starr sobre um relatório relacionado a Kavanaugh e à investigação de Starr. O material divulgado indica que Epstein venerava Starr como um jurista competente, sem implicar que Kavanaugh o conhecesse pessoalmente.

Epstein chegou a mencionar que Kavanaugh era seu “primeiro escolha” para a vaga, em mensagens trocadas com Starr em 4 de julho de 2018, poucos dias antes da confirmação começar a ganhar corpo nos EUA.

Contexto e posição pública

Não há evidência nos arquivos de que Kavanaugh tenha conhecido Epstein. As mensagens, porém, revelam o papel de Epstein no debate público sobre a indicação e o tratamento dado às denúncias da então acusadora. A discussão envolve uma combinação de percepções políticas e avaliações de desempenho de pessoas ligadas ao caso.

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