- Angus Taylor assume liderança conservadora no Partido Liberal, preparando o retorno de conservadores ao frontbench para viabilizar sua agenda de direita, enquanto aliados de Sussan Ley devem ser relegados.
- O retorno de Andrew Hastie e Jacinta Nampijinpa Price ao frontbench é esperado, comiatros a serem promovidos após a vitória de Taylor, incluindo Jane Hume que ficará automaticamente no cargo após vencer a vice-liderança.
- Vários moderados próximos a Ley devem perder espaço, entre eles Alex Hawke, Anne Ruston, Andrew Wallace e Paul Scarr, abrindo espaço para Hastie e Price.
- Price afirmou estar de volta e recusou pedir desculpas por comentários sobre imigração indiana, enquanto Taylor promete prioridade a políticas de imigração mais rígidas.
- Hastie pode ganhar um portfólio voltado ao doméstico (indústria, pequenas empresas ou energia), marcando nova tentativa de ampliar a atuação econômica além de defesa.
Angus Taylor assume liderança do Partido Liberal e prepara retorno de conservadores ao frontbench, sinalizando virada à direita na legenda. O movimento ocorre enquanto o novo líder busca consolidar um eixo mais conservador para reconquistar eleitores que migraram para outras forças.
Entre os nomes cotados para retornar ao frontbench estão Andrew Hastie e Jacinta Nampijinpa Price, segundo fontes do partido. A ideia é abrir espaço para esses dois na equipe de liderança, substituindo aliados próximos de Sussan Ley que podem ser removidos.
Jane Hume deve receber promoção automática ao vice-liderado, após vencer a indicação no cargo. A deputada moderada ficou isolada durante o período de Ley na chefia do partido, e sua ascensão marca um equilíbrio no chamado “lado moderado” da bancada.
Panel de lideranças mantido sob vigilância: Hawke, Ruston, Wallace e Scarr estariam entre os prováveis demitidos para acomodar Hastie e Price, conforme barragens internas. A expectativa é que a nova estrutura de liderança seja anunciada ainda nesta semana.
Price, em entrevista recente, descreveu Hastie e ela própria como “indivíduos extraordinários” e sinalizou retorno ao núcleo do partido. Ela também evitou se desculpar por críticas anteriores sobre políticas migratórias, mantendo posição firme no debate.
Taylor declarou que impedir imigração considerada inadequada será prioridade imediata, indicando agenda voltada ao eixo direito. O partido também estudava políticas de imigração mais restritivas já antes da queda de Ley, inclusive propostas anteriores de endurecimento.
Plano de Taylor envolve reorganizar a equipe de governo sombra, com Hastie ocupando um portfólio doméstico como indústria, pequenas empresas ou energia, segundo fontes. Hastie busca ampliar atuação econômica além de defesa e segurança.
O retorno de Hastie e Price seria visto como movimento estratégico para reconquistar eleitores que migraram para o One Nation, fortalecendo a posição conservadora na oposição. A direção pretende ampliar influência sobre temas econômicos e de imigração.
Além disso, integrantes moderados como Andrew Bragg e Tim Wilson devem permanecer no gabinete sombra, com Dave Sharma entre os cotados para promoção em cargos de liderança. O time de assessores de Taylor também deve sofrer mudanças significativas.
Sam Riordan, assessor sênior que atuou no governo Dutton, deve assumir o cargo de chefe de gabinete de Taylor, conforme apuração de várias fontes. O anúncio da nova equipe ocorre após a confirmação de mudanças no comitê de liderança.
A direção de Ley se despediu do cargo com mensagens de transição, destacando a cooperação contínua para uma transição suave. O desfecho do período sob Ley marca o início de uma nova etapa para o Liberal, com foco em políticas mais restritas e alinhamento com o eixo conservador.
Fonte: reportagens do Guardian Australia sobre a composição da nova liderança liberal e planos para o frontbench sob Angus Taylor. A matéria acompanha as informações de insiders e analisadores políticos sobre o redesenho do partido.
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