- O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, pediu que a França aumente seus gastos com defesa para tornar a soberania europeia uma realidade.
- Wadephul afirmou que quem fala em soberania precisa agir no seu país, citando críticas a Emmanuel Macron.
- O contexto é de crescente preocupação com a dependência da defesa europeia em relação aos Estados Unidos diante de dúvidas sobre o compromisso de Washington.
- A Otan havia pedido que os demais países aumentem o gasto em defesa para cinco por cento do PIB até 2035, mas o progresso tem ficado aquém.
- A Alemanha reservou mais de quinhentos bilhões de euros para defesa entre 2025 e 2029, enquanto a França enfrenta alto endividamento e tensões com Berlim sobre dívida comum e projetos conjuntos, como o jato europeu.
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, pediu que a França eleve seus gastos com defesa para ampliar a autossuficiência europeia em defesa. A cobrança veio em entrevista à emissora alemã Deutschlandfunk.
Wadephul afirmou que a França precisa agir de acordo com o discurso de soberania europeia defendido por Emmanuel Macron. Segundo ele, quem fala em autonomia deve reforçar o esforço financeiro no seu país.
O tema ocorre em meio a receios sobre o compromisso dos EUA com a defesa europeia e à pressão para que os países da Otan alcancem 5% do PIB em gastos com defesa até 2035, meta aprovada no último cume da aliança.
O chanceler alemão Friedrich Merz sinalizou riscos da dependência externa em segurança e ressaltou a necessidade de manter a parceria transatlântica. Em cenário europeu, os custos de defesa têm sido alvo de debates entre Paris e Berlim.
Dados oficiais apontam que, no ano passado, a Alemanha abriu exceções ao teto da dívida para investimentos em defesa, com mais de 500 bilhões de euros programmados entre 2025 e 2029.
França enfrenta crescimento da pressão sobre gasto público e figura em posição alta entre os países da UE com maior razão dívida/PIB, atrás apenas de Grécia e Itália.
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