- No sábado, Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e Países Baixos afirmaram que Navalny morreu envenenado com epibatidina, veneno de rãs-dardo da América do Sul.
- As informações foram baseadas em amostras de Navalny que teriam comprovado a presença da substância, considerada muito tóxica.
- Navalny morreu em fevereiro de 2024, aos 47 anos, enquanto estava em prisão na Sibéria.
- A Rússia classificou a acusação como “necropropaganda” e “ultraje aos mortos”, afirmando que é uma campanha política contra o país.
- O Ministério das Relações Exteriores da Rússia acusa a imprensa ocidental de se alinhar a estruturas políticas e de tentar desviar a atenção de seus problemas internos.
No sábado, cinco países europeus divulgaram resultados de exames apontando que o líder da oposição russa, Alexei Navalny, foi envenenado com epibatidina, toxina extraída de sapos-dardo da América do Sul. A divulgação envolve Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e Países Baixos.
A Rússia reagiu, classificando as acusações como necropropaganda e ultraje aos mortos, em comunicado da Embaixada em Londres. A nota critica também a imprensa ocidental por suposta filiação a estruturas políticas e serviços de informações.
Maria Zakharova, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, chamou a denúncia de campanha informativa para desviar a atenção de problemas no Ocidente. Ela mencionou ainda a falta de divulgação de análises ligadas aos gasodutos Nord Stream 1 e 2.
Denúncia
No sábado, o grupo descreveu que as amostras de Navalny indicaram a presença de epibatidina, uma substância muito tóxica. A declaração ressalta que Navalny morreu aos 47 anos enquanto estava preso na Sibéria, na prisão onde ocorreu seu falecimento em fevereiro de 2024.
Segundo as autoridades ocidentais, a epibatidina seria aproximadamente 200 vezes mais potente que a morfina, reforçando a conclusão de envenenamento com uma toxina de sapos-dardo. A Rússia sustenta que Navalny acabou morrendo por causas naturais, sem envenenamento.
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